sábado, 27 de junho de 2009

He Knew (Ele Sabia)


Há anos atrás o Michael e eu estávamos a ter uma profunda conversa sobre a vida em geral. Não me recordo exatamente de qual era o tema da conversa, mas talvez ele me estivesse a questionar sobre as circunstâncias que rodearam a morte do meu pai. A dado momento ele parou, olhou para mim intensamente e disse com uma certeza quase calma, "Temo que eu vá acabar exatamente como ele, da forma que ele morreu". Tentei imediatamente fazê-lo mudar de idéia, ao que a dada altura, ele encolheu os ombros e acenou quase como que para me fazer saber que sabia o que sabia e era assim mesmo.

Quatorze (14) anos mais tarde, estou aqui sentada a ver nas notícias uma ambulância a sair do caminho de acesso da sua casa, através dos grandes portões, as multidões lá fora, os órgãos de comunicação social, as multidões no hospital, a causa da morte e o que pode ter levado a ela e esta conversa que tivemos veio-me imediatamente à cabeça, bem como as lágrimas incessantes.

Um final previsto por ele, por entes queridos e por mim, mas o que não previ foi como me ia doer quando finalmente acontecesse. A pessoa que eu não fui capaz de ajudar está agora a ser transferida para o instituto de medicina legal de LA para que lhe façam uma Autópsia. Toda a indiferença e desligamento que tentei com tanto esforço alcançar ao longo dos anos fizeram-me agora descer ao Inferno e sinto-me destroçada.

Agora vou dizer o que nunca disse antes porque quero que a verdade se saiba de uma vez por todas. O nosso relacionamento não foi "uma farsa", como se disse na imprensa. Foi um relacionamento incomum, sim, em que duas pessoas incomuns que não vivem ou conhecem uma "vida normal" encontraram um elo de ligação, talvez com alguma desconfiança em relação ao timing da parte dele. Mesmo assim, acredito que ele me amou mesmo, tanto quanto poderia amar alguém e eu também o amei muito. Quis "salvá-lo", quis salvá-lo do inevitável, que foi exatamente o que aconteceu. A sua família e entes queridos também queriam salvá-lo disto, mas não sabiam como e isto acontecia já há 14 anos. Todos nós nos preocupávamos que este iria ser o resultado final.

Naquele tempo, ao tentar salvá-lo, perdi-me a mim mesma. Ele era uma força e um poder incrivelmente dinâmicos que não se devem subestimar. Quando ele os usava para algo bom, era o melhor, e quando os usava para algo mau, era realmente, mesmo muito mau. A mediocridade não era um conceito que poderia entrar nem durante um segundo na forma de ser e nos atos do Michael.

Fiquei muito doente e esgotada do ponto de vista emocional e espiritual na minha busca em tentar salvá-lo de um comportamento certo de autodestruição e dos horríveis vampiros e sanguessugas que ele sempre lá conseguia atrair à sua volta. Fiquei louca enquanto tentei fazê-lo. Eu tinha os meus filhos com quem me preocupar, tinha de tomar uma decisão. Foi a decisão mais difícil que tive de tomar, que foi afastar-me e deixar que o destino dele fosse ao seu encontro, apesar de o amar desesperadamente e de tentar, de algum modo, reverter esse destino.

Depois do divórcio, passei alguns anos obcecada e só a pensar nele e o que poderia ter eu feito de forma diferente, arrependida. Depois passei alguns anos a sentir-me bem zangada com toda a situação. A dado momento, fiquei realmente indiferente, até agora.

Enquanto estou aqui sentada, esmagada com tristeza, pensamentos e confusão em torno daquilo que considero o meu maior falhanço até agora, a ver as notícias quase passo a passo, revivo o exato cenário do que aconteceu no dia 16 de Agosto de 1977. Está tudo a acontecer outra vez agora com o Michael (algo que eu não queria voltar a ver outra vez), tal como ele tinha previsto, sinto-me, muito e verdadeiramente como que esventrada. Qualquer experiência ou palavras menos boas que tenha tido ou dito sobre ele no passado morreram agora dentro de mim, com a morte dele. Ele era uma pessoa espantosa e sinto-me afortunada por ter estado assim tão perto dele e por ter tido tantas experiências e os anos que tivemos juntos.

Espero desesperadamente que agora ele se consiga sentir aliviado de todo o sofrimento, pressões e confusão. Ele merece libertar-se de tudo isso e espero que ele esteja num lugar melhor ou que vá para um lugar melhor. Também espero que qualquer pessoa que se sinta como se tivesse falhado a tentar ajudá-lo se liberte dessa sensação, pois com toda a certeza, ele agora está melhor.

O Mundo está em choque, mas de algum modo ele sabia exatamente como o seu destino iria ser representado um dia, muito mais do que qualquer outra pessoa. E ele estava certo.

Precisava mesmo de dizer isto agora, muito obrigada por me lerem e me ouvirem.

Lisa Marie Presley
27 de Junho de 2009

Retirado do blog de Lisa Marie no MySpace. Lisa Marie foi casada com Michael Jackson durante 20 meses

www.elvicities.com/~elvis100

sexta-feira, 26 de junho de 2009

E a história se repete...


A história se repete...

Mais uma pobre criança, pobre nasce. Sem esperanças, sem perspectiva de futuro, onde sobreviver já é uma conquista.

Gerada por uma família desestruturada, onde a figura materna tenta suprir a falta de bons exemplos de um pai desequilibrado. É a mãe que toma as rédeas da criação e lhe dá dentro das suas limitações, uma boa educação secular e religiosa que o influenciou por toda vida.

É recebida por uma sociedade segregacionista onde ser pobre já é uma afronta, e negro-pobre um crime.

Contrariando todas as estatísticas e previsões, ela sobrevive. Agora vem o próximo capítulo: será um delinquente juvenil? Um traficante? Ou, nas melhores hipóteses, mais um adulto miserável, cheios de filhos e morando num casebre? Mas aqui, a história é diferente da esmagadora maioria. Esta criança nasceu com um "algo a mais", tem uma marca que o diferencia de todas as outras pessoas. Ela nasceu com um talento: a música está em sua alma!

Daqui em diante, tudo será diferente. O pobre garoto começa a cantar, dançar e a encantar. Dia após dia fica mais evidente que ele é diferente, e veio a este mundo para fazer a diferença. Sua voz, sua dança e suas músicas conquistam o mundo. O sucesso vem rápido de mais, parecendo até que nunca teve um princípio e muito menos haverá um fim. Mas ele sabe que a caminhada foi árdua até aqui, e as marcas desta estrada longa e sofrida irão se manifestar um dia, mais cedo do que podia imaginar.

Esta pobre criança agora é um astro da música. Dinheiro, fama e prestígio: ele chega ao ápice e agora é proclamado rei! Apesar de todo o esplendor, ainda está fresco em sua memória o odor da segregação e da pobreza. Ele não se esqueceu de suas raízes; não quis e nem pôde! Algo o inquietava: para que nasci? Por que entre tantos miseráveis, eu fui o escolhido e agraciado com este presente divino: o talento? Teria que ter um porquê, um para que! Sua missão seria fazer o seu povo dançar para se aquecer do frio, e cantar para se esquecer das dores. Mas dançar e cantar não enchia barrigas, então, como um Robin Hood moderno, ele resolve repartir com o seu povo pobre e sofrido, o muito que ele ganhava da venda de seus discos e shows aos mais favorecidos que podiam pagar para vê-lo e ouvi-lo. Inúmeras instituições de caridades foram socorridas por ele, através de doações anonimas ou shows beneficentes. O muito que tinha repartia com aqueles, que assim como ele, pobre nasceu.

Foram milhares de discos vendidos, inúmeros prêmios e honrarias. Uma carreira brilhante e sem precedentes na história da industria fonográfica norte americana e mundial. Nunca houve, e sinceramente, nunca haverá nada igual. O showbusiness   jamais será o mesmo depois dele.

Mais uma vez a história se repete...

Na tênue linha que separa o homem do mito, os limites já não são mais perceptíveis. O astro é engolido pela fama. As cobranças da mídia, as maratonas de shows, os deslizes morais por se esquecer dos conselhos da Palavra de Deus - Bíblia - e de sua mãe, cobram um preço altíssimo. Ele conquistou tudo o que foi possível e imaginável em sua carreira, mas aquele vazio de sua infância ainda está lá, lhe assombrando.

O dinheiro lhe comprou tudo, mas não há mais paz. Agora precisa se esconder em casa, torna-se um recluso dentro de si mesmo. Mesmo rodeado por multidões de fãs, é um solitário. Já não dorme mais, só que agora não é por causa da fome que corroía o seu estomago quando criança, mas por causa de uma insônia aparentemente sem motivo, mas cruel. Agora precisa tomar remédios para conseguir umas poucas horas de sono, e isto se torna um ciclo vicioso, precisando, a cada noite, de uma dose mais forte. Chega a um ponto que já não consegue se manter acordado e apela novamente aos remédios, mas agora para ficar acordado e cumprir seus compromissos.

A cada aparição em público, fica evidente que ele não está bem. Algo está errado e parece grave! A mídia explora sem piedade este fato, as vendas de discos caíram muito, sua conta bancária já não é mais tão gorda e a gravadora o pressiona para lançar um novo álbum, o que lhe deixa ainda mais abatido e doente, dependendo cada vez mais dos famigerados remédios. Algo precisa ser feito e ele precisa reagir, mas não é fácil.

Um filme passa por sua cabeça, desde o dia de seu nascimento até hoje. Ele se lembra de cada obstaculo, de cada espinho na longa estrada. Lembra-se também de cada troféu conquistado e de cada flor colhida e do quanto ainda é novo e de quanto ainda pode realizar. Ouve, lá fora, os fãs gritando pelo seu nome: eles ainda o amam. Precisa reagir por eles, e por si mesmo.

O astro se levanta, o brilho ainda não se apagou. Começa a planejar uma volta digna de um popstar. A mídia já se agita e um burburinho toma conta da atmosfera. O rei está de volta! Shows são agendados, os ensaios começam. Todos estão agitados, e ele está nitidamente feliz. Parece bem disposto e confiante. Já está novamente em todas as capas de revistas, e é destaque em todos os canais de televisão, emissoras de rádio e jornais. Suas músicas voltam a ser tocada. Os holofotes estão sobre ele novamente, de onde nunca deveria ter saído.

Infelizmente, a história se repete novamente...

Ele está em sua casa descansando, sonhando e planejando a sua volta aos palcos. Há um novo frescor em sua vida, apesar do vazio ainda estar lá. Os bons tempos estão de volta, pensa ele. Mil planos estão borbulhando em sua mente e em sua alma, mas seu coração parece não querer suporta tudo aquilo de novo e resolve parar. O seu vazio se acaba, o rei está morto!

De quem estou falando? A história é quase a mesma, mas os personagens são diferentes. Está é a vida e morte de dois astros da música mundial: Elvis Presley o rei do rock, e Michael Jackson o rei do pop. Duas vidas, duas épocas e dois estilos completamente diferentes, mas uma mesma história que se repete: o mito sufocou e matou o homem, transformando-os em uma lenda.

Doni Augusto

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Can’t HeIp FaIling in Love


Mas, afinal, o que teve este homem de tão especial para continuar a mover milhões de pessoas pelo mundo fora? É melhor recolocar a questão: O que tem este homem de tão especial?

Quando se fala de um mito que atinge proporções de tal modo grandiosas, é imprescindível usar o presente, independentemente de se estar vivo ou morto. Longe de ser o "rei" que todos o aclamavam, o próprio Elvis negava essa denominação: "Eu não sou o rei, o Rei está no céu e se chama Jesus Cristo, eu sou só um artista".

Elvis Presley era, antes de tudo, um homem. Por detrás da persona criada pelos meios de comunicação, pelos fim, em última instância pelo próprio, ainda que de forma quase inconsciente, ou mesmo, inocente, ele era um gentleman, era humilde, gostava realmente das pessoas. Quando grupos imensos de fãs histéricos rondavam a sua casa, ao contrário dos outros, Elvis não mandava chamar a polícia, não os expulsava, dizia somente: "deixem estar estas pessoas, esta casa não é minha, é deles também, porque se não fossem eles eu nem esta casa tinha para morar".

Falamos, então, de um homem que por detrás de toda a exuberância, deixava para outros quaisquer maneirismos de estrela. Caipira [sulista], com fortes crenças religiosas e valores de família bem demarcados. Era respeitador com toda a gente e gostava de ajudar os outros, a maioria das obras de caridade que fez ou com as quais colaborou permanecem no anonimato, pois ajudava era pelo prazer de o fazer, não para chamar a atenção dos meios de comunicação. Até porque não precisava deste tipo de demonstração para que tal acontecesse.

Para além das qualidades humanas, destaca-se a sua versatilidade enquanto artista: Ele era o rei do rock, mas não cantava só rock, ele cantava blues, ele cantava gospel. Podia cantar o que quisesse, fazia-o sempre muito bem.

Elvis: I can't help falling in love with you!

*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-

Can't Help Falling In Love
Não pude evitar me apaixonar

Wise men say only fools rush in
Homens inteligentes dizem que somente os tolos se precipitam

but I can't help falling in love with you
Mas eu não pude evitar me apaixonar por você

Shall I stay
Devo ficar?

would it be a sin
Seria isto um pecado?

If I can't help falling in love with you
Se eu não pude evitar me apaixonar por você.

Like a river flows surely to the sea
Como um rio flui para o mar com certeza

Darling so it goes
Querida, é assim que funciona.

some things are meant to be
Algumas coisas estão destinadas a ocorrer.

take my hand, take my whole life too
Pegue minha mão, pegue minha vida inteira também.

for I can't help falling in love with you
Por eu não poder evitar me apaixonar por você

Like a river flows surely to the sea
Como um rio flui para o mar com certeza

Darling so it goes
Querida, é assim que funciona.

some things are meant to be
Algumas coisas estão destinadas a ocorrer.

take my hand, take my whole life too
Pegue minha mão, pegue minha vida inteira também.

for I can't help falling in love with you
Por eu não poder evitar me apaixonar por você

for I can't help falling in love with you
Por eu não poder evitar me apaixonar por você

Elvis Aaron Presley

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Elvis Presley e Tom Jones


Quando Tom Jones era um adolescente, o seu ídolo era Elvis Presley. No início de 1965, Jones ficou muito popular com o enorme sucesso de It's Not Unusual. Mais para o final desse ano, conheceram-se no palco da Paramount, quando Elvis estava a filmar Paradise Hawaiian Style. Depois disso, ficaram bons amigos, passando cada vez mais tempo juntos em Las Vegas.

Tom Jones: Fui até aos estúdios da Paramount, em Hollywood, para falar sobre uma canção para um filme e disseram-me "Elvis está cá hoje a filmar e ele gostava de te conhecer." E eu pensei, meu Deus, nem sabia que ele sabia que eu existia, porque eu só tinha lançado 3 singles e um álbum naquela altura. E foram It's Not Unusual, What's New Pussycat e uma balada chamada With These Hands. Quando fui até ao estúdio onde Elvis estava a filmar, ele veio ter comigo e a cantar With These Hands, que era o meu disco. Nem pude acreditar. Para mim, foi um sonho que Elvis Presley estivesse a cantar uma canção minha, sabe, e para mim! Tirámos uma foto e ele disse-me, "Como diabo é que consegues cantar assim?" E eu disse, "Bem, em parte a culpa é tua, sabes, pois ouvia muito os teus discos nos anos 50."

Ele disse, "Como é que era em Gales nessa altura? Tu és de Gales, não és?" Eu disse que sim. E ele disse, "As pessoas cantam todas assim em Gales?" Eu respondi, "Bem, não propriamente," mas acrescentei, "as pessoas galesas têm vozes fortes e foi daí que retirei a minha força. O meu volume deve-se à minha origem geográfica." E disse, "mas fui mais influenciado pela música americana do que pela música tradicional galesa." E expliquei, "É uma combinação. Tenho uma voz galesa, mas devido ao facto da música americana me ter influenciado tanto, tenho o som que tenho. Porque pensavam que eu era negro, sabes?" Quando ouviram os meus discos pela primeira vez na América, pensaram que eu era negro. E pensaram o mesmo a respeito de Elvis Presley. Ele disse, "Quando ouvi What's New Pussycat, pensei que era um tipo negro a cantar." O que foi uma coisa estranha para ele dizer, pois também pensavam que ele era negro quando ele começou a cantar.

Ficámos amigos a partir desse momento e isso foi em 1965. Ficámos amigos até à sua morte. Trabalhámos muito juntos em Vegas, ao mesmo tempo. Ele vinha ver-me ao Flamingo em 1968 porque ele disse que queria regressar aos palcos, ao vivo, por já não cantar para um público há tantos anos. Ele queria cantar em Las Vegas, por isso ele achava que eu era o que mais se lhe assemelhava; eu tinha uma abordagem semelhante à dele. A minha presença em palco, sentia ele, era muito semelhante à sua. Ele disse-me, "Foste muito bem sucedido em Vegas, quero observar-te, quero ver o que fazes." E isso deu-lhe mais confiança para regressar ao palco.

Acho que ele foi a única pessoa com quem falei que sentia o mesmo em relação à música que eu, no que diz respeito à versatilidade. Porque ele adorava tanto as baladas como os rocks, adorava gospel e pop. E nós sentávamo-nos numa suite só para falar sobre música… e cantávamos juntos…

Em Agosto de 1974 Elvis fez uma grande apresentação de Tom Jones, que estava a assistir a um dos seus espectáculos: "Está alguém no público que queria que conhecessem. Para mim… ele é o meu cantor favorito. É um dos melhores artistas que já vi e tem uma voz fantástica, Tom Jones. Ali está ele. Ele é demais. Tom, amanhã à noite estreias no Caesars Palace, não é? Pessoal, se tiverem oportunidade, vão lá vê-lo. É realmente algo que vale a pena. Ele vem aqui sempre ver o meu espectáculo e eu vou sempre ver o dele. É um respeito mútuo."

Instagram

Translate

Canal ESTB

Seguidores