quarta-feira, 7 de maio de 2008

Elvis não morreu...

O túmulo: nele, está escrito errado o nome do meio de Elvis, Aron, e não Aaron como aparece na lápide. Seu pai não deixaria cometerem esse erro. Além disso, o corpo de Elvis jaz entre os de seu pai e de sua avó. Uma coisa inimaginável tê-lo deixado longe da sua querida mamãe. Era sua vontade clara ser enterrado perto de Gladys.

A certidão de óbito: muito vaidoso, Elvis tinha vergonha de ter engordado muito. Pesava mais de 100 quilos ao "morrer". Mas a certidão de óbito registra pouco mais de 70. A certidão original sumiu e a existente foi expedida dois meses depois.

O cadáver de cera: o caixão de Elvis exigiu vários carregadores, pois pesava mais de 300 quilos. Testemunhas do funeral afirmaram que o ar perto do caixão estava muito frio. Suspeitou-se que o caixão tivesse um aparelho de ar condicionado para conservar um cadáver de cera, réplica do Rei, destinado a enganar os presentes. E como a família Presley conseguiu um elaborado caixão feito sob medida, de mais de 300 quilos, para um enterro no dia seguinte ao da morte?

O enterro: por que o enterro foi tão rápido? dizem que a razão foi evitar que os maiores fãs de Elvis chegassem a tempo e reconhecessem defeitos no cadáver de cera. Elvis era um faixa preta de oitavo grau, cujas mãos eram cheias de calos, enquanto o corpo do caixão tinha mãos lisas e gorduchas. O nariz e as sobrancelhas arqueadas também causaram estranheza. Foi comentado na época que uma costeleta do "cadáver" estava solta e um cabeleireiro teve de grudá-la.

Comportamento estranho: duas horas depois da morte de Elvis ser anunciada publicamente, um homem muitíssimo parecido com ele comprou uma passagem para Buenos Aires, pagou em dinheiro e usou o nome John Burrows, o mesmo que Elvis empregara várias vezes como disfarce. Elvis tinha alguns livros que considerava seus tesouros. Tinha uma Bíblia e vários livros que desapareceram para sempre depois da morte de Elvis. Nas semanas antes de sua morte, as ações de Elvis não foram as de um homem que tinha de cumprir uma enorme turnê pelos EUA; encomendou novas roupas e despediu-se do público com um "adiós", no seu último show em Indianapolis ao contrário do habitual "Espero vocês no meu próximo show". A RCA mostrou um certeiro (e incrível) faro ao produzir milhões dos discos atuais e anteriores do cantor. Era uma prática comum antes de uma turnê, mas os números dessa vez foram muito maiores.

Outras coisas estranhas: o Rei despediu vários empregados em quem confiava há muito tempo. Dois dias antes da "morte", Elvis ligou para uma amiga chamada miss Foster. Disse-lhe que estava pensando em não realizar a turnê prevista. Ela lhe perguntou se havia cancelado e ele respondeu que não. Quando ela perguntou se estava doente, Elvis disse que estava bem e que ela não deveria mais perguntar nada, que não deveria acreditar em nada do que lesse. Num livro chamado Elvis Where Are You? é citado o caso e que miss Foster teria confirmado tudo, num teste de detetor de mentiras. Ainda, no dia seguinte ao da morte, uma ex-amante de Elvis, Lucy De Barbon, recebeu uma rosa pelo correio. O cartão dizia que era de "El Lancelot", o apelido que ela usava para Elvis, que ninguém mais sabia.

Numerologia e banheiro: Elvis era fascinado pelo assunto desde que leu o Livro de Números de Chiro. Se ele forjou sua morte, deve ter pensado que 16 do mês 8 de 1977 completava uma soma de 2001. Era o título do filme favorito do Rei, em que o herói planeja sua imortalidade no banheiro. Elvis passava muito tempo fazendo o mesmo. Tinha até uma espécie de poltrona reclinável na privada. E foi no banheiro que dizem ter achado o corpo de Elvis.

Meios: Elvis tinha os meios para fingir a própria morte. Acusaram-no de se destruir com remédios, mas ele entendia muito do assunto. Tomava muitos remédios, mas sabia o que estava fazendo. Sabia tomar remédios para criar um estado de morte aparente. Além disso, como perito em artes marciais, sabia reduzir sua pulsação cardíaca e sua respiração para fingir que estava morto.

O coronel Tom Parker, o admininistrador dos negócios de Elvis, criou uma nova identidade para si, quando chegou aos Estados Unidos como um imigrante ilegal da Holanda. Virou outra pessoa, com passaporte, certidão de nascimento, carteira de motorista e de previdência social. Ele poderia fazer o mesmo com Elvis. Além disso, Elvis tnha ligações oficiais e usava documentos reais com o nome de John Burrows. "

Elvis o Artista do Século

ONTEM. HOJE, AMANHÃ E SEMPRE

ELVIS PRESLEY: É difícil encontrar um lugar nesse planeta que não se tenha falado ou ouvido esse nome em um determinado momento. Dispensa até seu sobrenome como referência.

Todo ano em Agosto, celebra-se o ano de sua morte física, e ELVIS, continua sendo um fenômeno mundial. Sua música e sua obra ainda conquistam pessoas em todo o mundo, pois ELVIS é sem dúvida um ARTISTA ÚNICO, INSUBSTITUÍVEL.

Segundo os maiores críticos de música, não há e nunca houve alguém como ele. Fez fusão de música branca e negra (Rhythm and Blues), criou outra (Rock'n'roll), enlouqueceu pessoas com esse novo ritimo, de performances sensuais, gerando assim uma mudança de costumes e consequentemente, mexendo com todos o referenciais de uma sociedade.

ELVIS revolucionou a música com seu jeito único de interpretar, marcando uma época e deixando uma trilha, ainda hoje, seguida por novos cantores, de vários gêneros, em todo o mundo. Sua música foi e é modelo para gerações de roqueiros ou não. Seu trono não tem sucessor e seu exemplo, através do tempo, vem se estendendo por décadas, e assim será.

Ser considerado OFICIALMENTE O ARTISTA DO SÉCULO, não foi exatamente uma surpresa, mas sim, um presente para nós, seus fãs. Esse título justifica sim, o talento ao maior cantor e fenômeno pop mundial da música do século 20, que é cultuada, mesmo tendo passado 29 anos após sua morte física.

Sua influência como músico é vista até os dias de hoje, seja no palco, na sua maneira de vestir, tocar ou cantar, sendo um dos principais motivos da mudança nos destinos da música popular do mundo inteiro.

ELVIS É UM ÍDOLO VERDADEIRO, não inventado pela mídia. Um artista completo desde o inicio, mesmo sem ter estudado música. ELVIS, o primeiro grande astro do ROCK'N'ROLL, é também um marco sem igual na cultura pop, pois com ELVIS, a música e o mundo deixaram de ser os mesmos e ELVIS tornou-se o maior mito desses gêneros neste século. Na verdade, tudo começou com ele e poderia ter sido apenas um modismo, como tantos outros na música de massas, mas não o foi. Nele tudo era natural, verdadeiro, espontâneo. Ele criou, não foi criado!

Com ELVIS, o ROCK'N'ROLL existia de verdade, pois muitos que vieram depois dele, cantaram e tocaram imitando-o, mas ELVIS permanecia como a referência.

ELVIS  foi e é amado por milhões.

O REI DO ROCK'N'ROLL na verdade nunca saiu de cena, pois podemos ouvi-lo em suas canções alternativas, lançadas a todo ano, com takes raros e inéditos. Recriou sucessos com seu talento incomparável e sua voz absolutamente bela. Seu legado musical como artista e cantor, é de uma importância incalculável na história da música no mundo e nos tempos atuais, como podem comprovar as reedições continuas dos seus disco e onde pode ser conferido seu talento inigualável.

ELVIS a maior voz do século 20 e de maior projeção mundial, com seu sensacional carisma, influenciou nomes como: Raul Seixas, Rita Lee, Jerry Adriani entre outros. "Um cara que realmente me influenciou" disse Erasmo Carlos. "Tive muita influência de ELVIS" disse Roberto Carlos.

Não se pode negar, ELVIS fez a cabeça de feras como os Beatles, Bob Dylan e Rolling Stones, que sem rodeios admitem que ELVIS era o maior.

John Lennon afirmava: "Se não tivesse havido um ELVIS PRESLEY, jamais teria havido um Beatle", ou ainda "Gostaria de ser maior que ELVIS", ou então, "Nada realmente me influenciou até ELVIS PRESLEY", "Antes de ELVIS não existia nada".

Paul McCartney cresceu admirando ELVIS e disse: "ELVIS era tudo o que eu queria ser".

Bob Dylan, que também caiu de encantos pelo nosso ídolo disse: "Se não fosse por ELVIS, eu não poderia estar fazendo o que faço hoje em  dia".

Bruce Springsteen: "Houveram vários concorrentes, mas um só rei". "Tudo começou e terminou com ele". "ELVIS PRESLEY é tudo o que há, quero ser assim como ele". "Qualquer pessoas que visse ELVIS PRESLEY e não quisesse ser como ELVIS PRESLEY tinha alguma coisa de errado".

Sua herança musical atingiu também nomes como: Jim Morrison, Bing Crosby, Elton John, Paul Simon, Roy Orbison, Cliff Richard, Michael Jackson, Rod Stewart, Buddy Holly. "Sem ELVIS, nenhum de nós teria feito o que fez".

ELVIS é também referenciado por muitos outros e, mesmo instintivamente, existe um toque de ELVIS em quase todas as canções que ouvimos.

ELVIS ultrapassou a marca de DOIS BILHÕES de discos comercializados, recebendo centenas de premiações, em diversas categorias. Centenas de discos de ouro, platina e diamante!!! até o ano de sua morte, e outro montante após 1977, atestando ser o maior recordista de vendas de todos os tempos, pela RCA Victor, BMG, Sony e R.I.A.A (Recording Industry Association of América). A marca ultrapassada é sempre dele!

ELVIS distribui seus sentimentos através das interpretações de suas músicas e com a extensão de sua maravilhosa voz. Incontestavelmente genial, cantou suas canções até atingir nossa alma, transmitindo-nos todas as suas emoções. A potência de sua voz, ora se tornava doce e terna, transformando em carinho para nossos ouvidos, confortando muitas vezes nossos corações, ora sensual ou agressiva, liberando energias latentes em nosso ser e provocando a liberação de atitudes. Na verdade, qual de nós, fã, não sentiu a necessidade disso? E onde procuramos, se não nas canções? E, justamente desta forma vamos na busca de um bem estar maior.

Realmente ELVIS deu para seus fãs a melhor parte de sua vida, senão toda, pois sempre amou demais as pessoas, predominando sua grande generosidade.

ELVIS teve o poder de transmitir a mais pura emoção, até seus últimos dias de vida física. Não é errado dizer que ELVIS foi maior que a vida, pois vem ultrapassando décadas e dia a dia, pessoas do mundo inteiro se rendem ao seu carisma e poder de união.

Suas perfeitas apresentações garantiram mais de mil shows e centenas de gravações, sejam elas os hinos religiosos (gospel), country, pop, baladas românticas, blues e rock'n'roll. Músicas encantadoras, dispensam comentários. É só conhecer e ouvir. ELVIS é  o tipo de cantor impar, que sabia cantar tudo, e cantava, encantando com voz tão versátil.

Em 1973, entre outros recordes, realizou um show beneficente no Havaí, sob o título de ELVIS - ALOHA FROM HAWAII, o primeiro a ser transmitido via satélite, para mais de 40 países, sendo visto por mais de 1,5 bilhão de pessoas!!! A audiência superou a descida do homem à lua. Marco único até hoje, registrado da vida de um artista.

Durante sua brilhante carreira, ELVIS realizou inúmeros show beneficentes, favorecendo a muitos em suas necessidades. Indiscutivelmente ELVIS É O MAIOR ARTISTA DE TODOS OS TEMPOS e continua atraindo multidões de todas as idades, raças, crenças ou posições sociais.

ELVIS parecia deixar-se levar pela emoção quando estava no palco, e ai surgiam situações onde demonstrava sua inesgotável criatividade para a realização das performances e brincadeiras, as vezes com os músicos da banda e o pessoal da Máfia de Memphis.

O Século XX,  sem dúvida está marcado por ele, e é inegável o fato de que a perda física em nada diminuiu sua obra, ao contrário, a dimensão, a importância e a grandeza de sua música e tal que permanecerá, resistindo ao tempo, nos oferecendo alegria, amor e esperança. Na verdade, ELVIS foi privilegiado, recebendo de Deus o presente maior, e sempre o agradeceu por isso, referenciando-o em suas canções gospel, tão intensamente interpretadas.

Obrigada ELVIS, por fazer parte de nossas vidas e por saber dividir seu amor com o mundo.

Obrigada também pelo seu carinho e respeito incondicional. Sua obra é imortal, como você também o será. Enquanto houver um fã, um disco, uma música sendo tocada, você existirá, pois sua força é inesgotável e sua luz jamais se apagará. Você estará presente seja numa melodia, muitas vezes reconhecida pelo raro timbre de voz, ou no coração daqueles que te respeitam e admiram.

Sua arte tornou-se eterna, assim como você, e seus fãs jamais o esquecerão. Você deixou o mundo físico, partindo para a eternidade e agora é só nosso.

Nunca deixaremos você ser esquecido, pois sempre estará vivo através de algum de nós, que tem por você amor sincero e eterno. Podem passar outro século, tenho certeza, ainda será ouvido, pois você é maior que nunca, num talento insuperável, onde sua influência é tão grande quanto três décadas passadas, nas quais reinou absoluto, glorioso nas palcos e hoje na memória de todos nós. Lembraremos que sua beleza foi tão rara, quanto sua sensibilidade.

ELVIS você é uma estrela no mundo da música que jamais deixará de brilhar, pois seu magnetismo continua contagiando muitos cantos do planeta, estando sempre próximo dos nossos corações, com o qual tanto te amamos.

Por que estou escrevendo isso? Porque devo, devemos isso à você, onde foi muitas vezes injustiçado, com seus problemas pessoais e de saúde, que a meu ver não tem relação alguma com o que você representou em minha vida.

Lembremos também que você sempre colocou seus fãs e seu público em primeiro lugar, por isso também o torna tão inesquecível.

ELVIS, DEUS ABENÇOE VOCÊ. UM DIA NOS ENCONTRAREMOS.

"Aprendi desde cedo em minha vida, que muitas canções jamais serão esquecidas, sem uma canção o dia nunca terminaria, sem uma canção um homem não tem amigos, sem uma canção não há curvas na estrada - o mundo não existiria, sem uma canção....  ...por isso eu continuo cantando uma canção." (palavras de um rei)

Ana Luisa Wambler Fialla - Curitiba/PR

Ian Gillan: "Elvis, o maior de todos os tempos"

Ian Gillan, do DEEP PURPLE, falou há pouco tempo para a revista Classic Rock, em matéria onde personalidades (não necessariamente ligadas à música) escolheram seus "ícones do rock".

A explicação a seguir é de Gillan sobre o motivo de sua escolha por ELVIS PRESLEY para a lista. "Eu me desinteressei por ele depois que lançou o filme 'Blue Hawaii', de 1961, e se mudou para Las Vegas, mas no seu início de carreira, ninguém podia com Elvis."

"Certa vez, Michael Parkinson perguntou à famosa soprana neozelandesa, Kiri Te Kanawa, quem era a maior voz que ela já tinha ouvido, provavelmente esperando que ela respondesse que seria (Luciano) Pavarotti ou Maria Callas, mas ela disse: 'o jovem Elvis Presley, sem nenhuma dúvida."

"A voz de Elvis era única. Assim como tantos outros, ele tinha uma habilidade natural e técnica, mas havia algo no fator humano de sua voz, em sua liberação. Ele foi muito influenciado pelo Southern blues (Blues dos negros que viviam nas regiões sulistas dos EUA, como o Mississipi), e ele contribuiu para provar que se poderia ter essa mistura bizarra de country 'n' western, blues e folk. As gravações eram muito honestas naquela época, e elas se sustentam notoriamente bem."

"Eu era um ávido colecionador da primeira fase do Elvis; para um jovem cantor, ele era uma inspiração absoluta. Eu absorvi o que ele fez feito papel molhado. É a mesma coisa que estar na escola - você aprende o que o professor escreve no quadro. Sua personalidade era também extremamente chamativa. O balançar de seus quadris era considerado sensacional, mas diferente do Little Richard ou do Chuck Berry, suas entrevistas eram mais 'apagadas' (quando se tratava dele mesmo). Ele chegou humilde e era generoso ao elogiar os outros."

"Era inimaginável para mim que Elvis não tivera composto suas próprias canções. Aqueles foram dias muito diferentes, e ele selecionava o que lhe satisfizesse melhor de materiais cedidos por editoras, times ou escritores - todos eram extremamente conscientes do seu (Elvis) estilo."

"Entretanto, ele apareceu em alguns filmes horríveis. Elvis podia também ser um tremendo ator. 'Love Me Tender' (1956) and 'Jailhouse Rock' (1957) eram muito bons, mas 'King Creole' (1958) era o meu favorito. Gradualmente, seu vigor juvenil e seu estilo desinibido começaram a degringolar. Para mim, ele cantou bem pela última vez no filme 'GI Blues' (1960)."

"Junto ao resto do DEEP PURPLE, certa vez eu tive a chance de me encontrar com Elvis. O resto dos caras foram juntos. Mas eu recusei, sabendo que meu herói havia mudando tanto. Porém aquelas primeiras gravações ainda são incríveis, eles podem remixá-las ê transforma-las em hits para a geração adolescente, e Elvis será sempre o Rei. A razão é simples: ele foi o melhor cantor que já existiu."

Rubens Lessa

Canções de Elvis ganham versões em latim

Um cantor e acadêmico finlandês traduziu alguns dos maiores sucessos de Elvis Presley para o latim, a língua oficial do Império Romano.

Jukka Ammondt criou versões como a da canção Can't Help Falling In Love - que, em latim, ganhou o título "Non Adamare Non Possum" -, ou Surrender, que virou "Nunc Aeternitatis".

"A lenda de Elvis Presley vive para sempre e, claro, é muito importante cantar as músicas de Elvis em latim, pois o latim é o idioma eterno", afirmou Ammondt.

A iniciativa do cantor e acadêmico ressalta a predileção da Finlândia, que atualmente ocupa a presidência rotativa da União Européia, pelo idioma clássico.

BBC Brasil

As últimas 24 horas de Elvis Presley

Gostaria muito de saber o que estaria pensando Elvis Presley na véspera de 16 de agosto de 1977. Só sei que, neste dia, ele foi ao dentista, no final da noite, e jogou squash antes de seu último sono em vida. Mas, antes da partida, sentou-se ao piano que fica próximo à quadra e tocou a música "Blue Eyes Crying In The Rain", do disco "From Elvis Presley Boulevard Memphis Tennesse", de 76, para amigos. Foi sua última performance.

Como tinha sérias dificuldades para dormir, Elvis acabava trocando o dia pela noite. Pobre de quem tinha que servi-lo (coitado do dentista) ou, até mesmo, o bajular. Durante os anos 70, o Rei fechava a sala de projeções do Memphian Theater para comandar suas sessões cinematográficas, quando, na maioria das vezes, assistia a filmes de caratê. Vale lembrar que o cantor praticou a arte marcial por 20 anos, chegando a se graduar no oitavo Dan de faixa preta. Mas na noite do 15, Elvis resolveu ficar em casa. Naquele mesmo dia, segundo seu assistente de palco, Charlie Hodge - conhecido por entregar os lenços no palco -, o ídolo estava entusiasmado com seu projeto de abrir uma produtora de filmes, quando se dedicaria a atuar, apenas em papéis dramáticos, e dirigir. O Rei chegou a iniciar seu primeiro documentário, que abordaria o caratê. Equipes de filmagem foram mandadas à Europa para registrar campeonatos mundiais. Alguns takes podem ser conferidos no filme póstumo "Elvis, ídolo imortal" e no documentário "Elvis by the Presley", lançado há poucos anos.

Sua namorada na época, a jovem e bela Ginger Alden, disse que Elvis só conseguiu dormir por volta das 9h da manhã do dia 16. Ela ainda pediu para que ele não abusasse do uso dos calmantes para dormir. A resposta foi algo do tipo "está tudo sob controle". Ginger escutou Elvis acordar. Ela conta que o namorado pegou um livro e foi ao banheiro. Alden ainda fez uma brincadeira: "Não vá dormir no banheiro enquanto lê o livro." E Elvis respondeu: "Pode deixar." Estas foram suas últimas palavras. Presley continuou no banheiro enquanto ela voltava a adormecer.

Assim que abriu os olhos na enorme cama de tecido marrom do quarto do Rei, Ginger Alden chamou por Elvis. Não tendo resposta, ela prontamente se levantou e foi ver o que estava acontecendo, já imaginando que o cantor tivesse pegado no sono. Mas ao abrir a porta, a jovem se deparou com o astro desmaiado. Rapidamente, Ginger chama pelo road manager Joe Esposito, que, ali, fez a primeira tentativa de "trazê-lo" de volta. A ambulância foi chamada. Apesar de os paramédicos terem prestado socorro e das tentativas de reanimá-lo no Hospital Batista de Memphis, acredita-se que Elvis já fora encontrado morto. Às 15h30, horário da cidade, foi anunciado o falecimento de Elvis Aaron Presley. A autópsia revelou óbito por arritmia cardíaca, além de ter sido observado aumento no volume do fígado.

Antes da queda fatal, o que será que passou pela cabeça de Elvis Presley? Ao sentir a forte dor no peito, o Rei talvez tenha se apavorado com a sensação de que aqueles eram os últimos momentos de sua existência. E, infelizmente, de maneira precoce, foram. Aos 42 anos, Elvis morria na tarde de 16 de agosto de 1977. A partir daquele dia, o mito se eternizava. O resto é história...

Poucos sabem que, de certa forma, Elvis já imaginava que não viveria por muito tempo, tanto que no mesmo ano de seu falecimento, já havia preparado um testamento, em que os principais beneficiários foram seu pai, Vernon, e Lisa Marie Presley, sua única filha. No reveillon de 76, Elvis Presley realizou um show de fim de ano em Pittsburgh. Após o concerto, o Rei confidenciou a pessoas próximas, como o cantor de apoio J.D. Sumner, que achava que sua morte estava se aproximando. Como tinha uma forte espiritualidade, o cantor já teria sinais de que sua passagem estava se completando.

Leandro Duarte

terça-feira, 6 de maio de 2008

Me perdoe meu Deus, não posso continuar...

No camarim, antes de seu último show em Las Vegas, Elvis mandou chamar um pastor. Com sua Bíblia na mão, Elvis perguntou ao missionário John L. Hubbard: "É certo que Cristo virá logo?" e começou a chorar. Depois ambos se ajoelharam e Elvis começou a orar fervorosamente exclamando "Me perdoe meu Deus, não posso continuar..."

Anos depois o pastor afirmou que Elvis teve uma premonição de que algo grandioso estava para acontecer.

Este seria o último show de Elvis em Las Vegas, meses depois ele seria encontrado morto em Graceland, no dia 16 de agosto de 1977.

Pablo Aluísio

Elvis era um viciado em drogas?

Antes de mais nada deve-se separar e entender o termo "drugs" em inglês. Esta palavra se refere também a remédios e não só a tóxicos como cocaína, heroína, maconha, etc. Infelizmente muitos jornalistas brasileiros não ficaram atentos a esse detalhe de tradução e simplesmente o traduziam como drogas, o que levou muitas pessoas a pensarem que Elvis utilizava "drogas" em sua vida. Elvis nunca utilizou ou se viciou em drogas como essas. Nunca utilizou qualquer tipo de "entorpecente recreativo", como muitas pessoas pensam. O problema químico de Elvis era outro.

O principal problema de Elvis era com remédios. A primeira vez que ele usou esse tipo de substância foi no exército. Um oficial médico receitou para ele alguns estimulantes, para que ele conseguisse suportar os exercícios táticos no rigoroso inverno alemão. Depois, de volta aos EUA, Elvis começou a tomar pílulas para conseguir dormir. Com o tempo, conforme o organismo de Elvis ia ficando imune a esses remédios, as dosagens foram se tornando maiores. Isso se transformou numa verdadeira roleta russa química, porque os riscos de se aumentar as dosagens eram enormes.

Depois, nos anos 70, Elvis começou a ter sérios problemas de saúde e aí o número de remédios receitados aumentou, ao ponto de Elvis não conseguir mais controlar os coquetéis de "drugs" a que era exposto. Sempre surgia um novo problema e assim Elvis de repente se viu tomando uma grande quantidade de substâncias diferentes a cada dia. Entre os remédios que Elvis tomava estavam Codeína (analgésico para aliviar dores), Quaalude (pílulas para dormir), Demerol (sedativo), Valium (tranqüilizante) e a prova mais nítida de que Elvis estava com câncer ósseo, o uso de vários remédios receitados para o tratamento dessa doença.

Pablo Aluísio

sexta-feira, 2 de maio de 2008

O Mito Sobreviveu ao Tempo!

Ás vezes eu me pergunto como pode um artista ser tão influente no século 20, ser tão lembrado até os dias de hoje mesmo tendo surgido a mais de 50 anos e ter morrido a quase trinta anos? A resposta é muito simples, ele era excelente, um artista e pessoa altamente complexo e de um talento sem precedentes, só assim para sobreviver tanto tempo e tão fortemente na sociedade mundial em diferentes culturas tão constantemente vítimas de mau gosto e manipulações como no caso do Brasil. Nenhum artista sobrevive por tanto tempo se não for ótimo, não existe marketing, não existe beleza exterior, truques de estúdio ou de produtores se o artista não for ótimo, contra isso não existe opinião, é um fato!

O tempo disse que Elvis era o Rei, o mesmo tempo disse que ele era um artista único na história, o tempo disse e vai dizer ainda mais que ele será daqui a algumas décadas um artista clássico. E tudo isso porque ele foi um revolucionário cultural que estava e ainda está à frente do seu e do nosso tempo, e isso é para poucos. Foi um cantor e músico de excelente nível, só quem conhece a fundo sabe do que eu estou falando, foi um ator que quando lhe deram chances ele mostrou um grande talento, só quem assistiu os ótimos filmes dele sabe que é a mais pura verdade, dançava muito bem além de criar coreografias, ele era muito eclético, não ficou preso a década de 50 como outros que até hoje fazem a mesma coisa de 50 anos atrás, graças á Deus ele se inovou e criou outras formas de expressar os seus sentimentos através de sua arte, os outros eram limitados, por isso ele é Rei.

Mostrou mesmo perto da morte com a saúde já muito debilitada o seu enorme talento, como por exemplo nos shows do Especial "Elvis In Concert", onde ele, mesmo estando "perto" da morte, nos brinda com interpretações antológicas, onde ele deixa transparecer seu sentimento através de sua voz e interpretação comoventes, seu suor mostra o quanto ele sofria no momento, mas mesmo assim se superava em demonstrar que apesar de tudo ele tinha que cantar e encantar o público com sua voz única e poderosa, em músicas como "My Way", "Hurt", "How Great Thou Art", "Unchained Melody" entre outras ele demonstra o seu talento em verdadeiras interpretações épicas que ficaram para a história da música popular do século 20, um verdadeiro momento emocionante onde leva ás lágrimas o mais "duro" dos corações.

Esse é Elvis Presley o mito que sobrevive, ele não foi só um cantor, foi um Fenômeno Histórico! Já em relação a aquelas pessoas que preferem a beleza em detrimento do talento, o meu único sentimento é a pena e o desprezo por tanta mediocridade, um fim definitivo aos medíocres e Viva a Arte de Verdade!

(procuro o autor)

A Voz Como Instrumento

Realmente é um prazer ouvir uma bela voz, uma voz com qualidade, que possui um timbre gostoso de se ouvir, com potência e afinação e que atinge notas dificílimas sem desafinar, além é claro da interpretação, essas são as qualidades de um grande cantor ou cantora. E para saber apreciar essa qualidade vocal e saber diferenciar o que é de qualidade ou não, é preciso ter referências, parâmetros. E a única referência qualitativa no que se refere ao canto é o canto lírico, não existe referência melhor do que esta, não adianta insistir. Não estou querendo comparar canto lírico com o popular, já que são tipos totalmente diferentes. Por isso é imprescindível ter a referência clássica para que se ouça o popular e detecte o que é de boa qualidade sem fazer comparações, é só para ter referência. Com isso aquela frase de que "gosto não se discute", não pode ser usada neste assunto em específico, portanto, ouvindo com frequência os cantores clássicos, tanto em músicas clássicas como em canções populares, você ouvirá de forma diferente os intérpretes populares e conseguirá identificar quem é bom ou não.

Dito isso, pouquíssimos cantores populares podem ser considerados grandes intérpretes, entre eles está Elvis Presley, o melhor cantor popular do século 20! Elvis dispunha de um registro vocal impressionante, só quem ouviu as aproximadamente 750 músicas que Elvis cantou em estúdio, só em versões ao vivo, em gravações caseiras ou ensaios sabe do que estou estou falando, ainda mais se imaginarmos que ele nunca teve um ensino teórico e prático daqueles considerados convencionais.

Elvis Presley era originalmente um barítono, com uma extensão de 3 oitavas. Mas em muitas ocasiões em shows ao vivo, atingiu as notas de baixo e tenor. Em várias performances ao vivo ele demonstra com maestria o seu poder vocal impressionante, atingindo em muitas delas o chamado "dó de peito", que se refera a nota música "Sol 3", feito com voz de cabeça (como se fosse um falsete).

Quando ele começou profissionalmente ele estava com 19 anos, portanto o período de transição da adolescência para a fase adulta, a chamada puberdade, onde nessa fase exatamente a voz de Elvis estava em transformação, atingindo assim a sua maturidade nos anos seguintes. Com o uso constante da voz, as pregas vocais vão se tornando mais resistentes, respondendo muito melhor e mais prontamente, permitindo assim ao cantor atingir notas mais agudas e melhorar a qualidade sonora como um todo, fazendo assim de sua voz um verdadeiro instrumento, como era o caso de Elvis Presley.

O grande desafio de quem privilegia a extensão é a afinação, canto extremamente técnico, e Elvis conseguiu em várias oportunidades a conciliação difícil. Uma das notas mais difíceis de se atingir é o dó acima dó central, e Elvis atingiu muitas vezes em shows ao vivo, dito por especialistas.

Portanto, Elvis tinha: Voz poderosa e linda. Timbre de voz muito marcante e belíssimo. Em algumas músicas no período de 68 até 71 sua voz apresenta uma certa asperesa, ronquidão, mas isso ao invés de atrapalhar o ajuda, ele faz dessa possível dificuldade uma característica a mais em qualidade em suas interpretações, principalmente nos estilos Blues e Rock. Em alguns shows dos anos 70 ele apresenta um certo cansaço e isso reflete claramente em sua voz, principalmente a partir de 76. Poder de interpretação fantástico, melancolia, raiva, felicidade, tristeza, indiferença que só ele dava a suas interpretações, esplêndido. Ritmo único, cantava qualquer tipo de música(Rock, Blues, R&B, Country, Gospel, Românticas, Natalinas, Jazz-Rock, Bossa Nova e etc). Ousadia, cantava em tons e ritmos que outros nem ousariam em tentar cantar, produzia notas dificílimas, tanto agudas como graves, espetacular para alguém que não tinha nenhum ensinamento teórico ou prático mais convencional. Compare músicas que ele interpretou com outros intérpretes que cantaram a mesma música com arranjos parecidos, e aí você vai ter noção do que eu estou falando. Elvis Presley foi uma dádiva de Deus.

Isso tudo foi para dizer que ele realmente é o melhor, é só você conhecer toda a sua obra musical, como já foi relatado antes ele cantou por volta de 750 músicas em 23 anos de carreira, e talvez seja divulgado de 1 á 5 por cento de tudo, tremenda manipulação, e essa manipulação também se estende para o cinema e a televisão.

Muitos podem estar perguntando se essa afirmação é um certo exagero de fãs. Pois eu digo uma coisa, não é! É claro que alguns fãs de Elvis são radicais e só tem olhos e ouvidos para Elvis, como acontece com todos os artistas, mas talvez Elvis seja um dos poucos artistas populares que possui fãs de altíssimo nível, que conhecem todos os outros cantores de alto nível tanto no Brasil quanto no exterior e muitos até tem conhecimento de música clássica e outros são professores de canto e música. E são exatamente esses que dizem com conhecimento de causa e sem uma opinião totalmente parcial que Elvis realmente é o melhor cantor popular do século 20 e um dos maiores artistas do século. Porque na verdade eles são primeiramente fãs de boa música e de artistas de verdade, independente de quem seja, e é claro que viraram fãs de Elvis porque ele é ótimo.

Por isso quem conhece boa parte das músicas, principalmente as menos conhecidas, gravadas por Elvis, as versões ao vivo e os ensaios e tem paramêtros claros de cantores de alto nível, sabe que essa afirmação de que ele é o melhor cantor popular do século 20 é a mais pura realidade.

Alguns exemplos nos anos 50 são "I Believe", "Peace In The Valley", "Don't", "My Wish Came True", "Loving You", "Lonesome Cowboy". Nos anos 60 podemos citar "Surrender", "Like a Baby", "El Toro", "Can't Help Falling In Love", "Guadalajara", "Viva Las Vegas", "Santa Lucia", "Somebody Bigger Than You And I", "If I Can Dream", "Charro", "Edge Of Reality". E por fim os maravilhosos anos 70, "Unchained Melody", "Hurt", "How Great Thou Art" (ao vivo nos anos 70), "I'll Never Fall In Love Again", "América The Beautifull", "An American Trilogy", "What Now My Love", "Rags To Riches", "It's Now Or Never" (ao vivo nos anos 70), "My Way" dentre outras centenas.

Por tudo que foi dito aqui, Elvis Presley é o verdadeiro "The Voice".

(procuro o autor)

Rocket 88

O começo dessa história ainda é muito controverso, mas sabemos que em 1951, o saxofonista Jackie Brenston teve seu nome transformado em nota de rodapé quando o líder de sua banda, Ike Turner, resolveu que ele assumiria os vocais na gravação de uma música que ele havia composto há coisa de uns quatro anos: Rocket 88. Para complicar o single lançado era assinado por uma banda que nunca existiu: Jackie Brenston and his Delta Cats.

Se a intenção de Ike era lançar seu saxofonista numa modesta carreira solo ou se aquilo tratava de pagamento de promessa, acho que nunca saberemos, mas o fato é que aquela gravação fez mais do que mudar o rumo da história do Rock n'Roll ela INICIOU o Rock n'Roll.

Composta por Ike em 1948, a música passou por diversos arranjos e mudanças tendo até a letra modificada para enaltecer as maravilhas do Oldsmobile 88, lançado em 1949. Há quem diga que anteriormente a música não passava de uma versão da desconhecida Cadillac Boogie do também desconhecido Jimmy Liggings. Finalmente em 3 (ou 5) de março de 1951 ela foi gravada por Sam Phillips, que com o sucesso de vendas conseguiu capital para montar sua gravadora: a Sun Records.

Devido o sucesso extraordinário da música e sua importância histórica, seu passado começa a ficar nebuloso e a disputa pela autoria é principal razão. Tentar separar os fatos de especulação é difícil, mas vou tentar ligar alguns pontos. O que sabemos é que Jackie Brenston and his Delta Cats não era nada além de uma fachada para a Ike Turner and his Kings Of Rhythm (primeira foto). Sabemos que os arranjos são de Ike, assim como o piano na música (que anos depois foi copiado nota por nota por Little Richard em Good Golly Miss Molly). Sabemos também que após o sucesso da música, e dois anos servindo as forças armadas, Jackie Brenston voltou a integrar a banda de Ike (que o proibiu de cantar novamente a canção). O que se tem de informações além disso são dispersas e duvidosas: Há quem diga que Brenston, que também era um bom pianista, foi o verdadeiro autor e que o 88 se referia as teclas do piano; Sam Phillips lançou o single assinado por Jackie porque queria lançar outro disco assinado por Ike praticamente ao mesmo tempo e isso na época era algo desvantajoso para ele; Brenston escreveu a letra, mas depois confessou ter roubado a maior parte da idéia da versão de Liggings Independente da questão sobre a letra, não há dúvidas que Ike Turner arranjou e gravou a SUA versão original também em 1951: Uma espécie de jump blues com uma backbeat forte na bateria, linha vocal arrojada para a época e o sax por um outro músico de estúdio.

A música ainda trás um dos primeiros exemplos de distorção já gravados (uma espécie de fuzz guitar gerado por um amplificador estourado em turnê). O guitarrista Willie Kizart gostou do que ouvia e resolveu continuar usando o amplificador daquele jeito mesmo. A música alcançou o nº1 das paradas de R&B em junho de 1951 e foi o segundo single mais vendido do ano. No mesmo ano um caipira chamado Bill Halley fez uma versão branca da música antes de estourar com Rock Around The Clock em 1954 e tornar-se, para muitos, o primeiro rock n'roll da história.

A discussão sobre qual foi a primeira gravação de rock da história ainda é disputada por: My Daddy Rocks Me (with One Good Steady Roll) por Trixie Smith (1922), Pine Top s Boogie Woogie por Clarence Pinetop Smith (1928), Tiger Rag pelos Washboard Rhythm Kings (1931), Rock Me por Lucky Millinder Orchestra com Sister Rosetta Tharpe nos vocais e guitarra, The Fat Man por Fats Domino, duas de Louis Jordan e mais uma dezena de outras que são sustentadas por fãs e puristas de todas as espécies com discursos dos mais diversos.

Eu acredito, por exemplo, que poderia ser facilmente enganado pelo original de That s All Right Mama, de Arthur Big Boy Crudup (1946), se não tivesse ouvido tanto blues na minha vida porque ao ouvir a música sou remetidos automaticamente à Elvis Presley (que tornou a canção famosa) e ao Rock n'Roll em um dos seu ícones máximos. É uma linha muito tênue mesmo, mas eu creio que That s All Right Mama esteja mais para folk-blues desses de fundo de quintal do que para Rock n'Roll e que muito provavelmente você duvidaria de mim.

Acabo concordando com Sam Phillips e toda sua autoridade no assunto: Ike Turner. Se tivesse de apontar UM culpado, seria ele. A discussão porém chega à beira do ridículo porque o rock n'roll, independente de Crudup, Turner, Fats Domino ou qualquer outro, IRIA surgir de qualquer maneira e foi brotando aos poucos nas canções de vários bluesmen aqui e ali entre 1948 e 1952. Só posso dizer que nem de longe Bill Halley foi o percussor do gênero e nem o primeiro a atrair a juventude branca americana para o rock. Esse seria novamente Ike com sua simples e enorme contribuição para a música.

(procuro o autor)

Elvis não morreu

Não morre realmente quem continua vivo na memória das pessoas. E no que diz respeito a ser lembrado por milhões, Elvis com certeza é um desses fenômenos que continuam vivos na lembrança dos seus eternos fãs.

Com uma morte extremamente prematura, nos deixou em 16 de agosto de 1977, com apenas  quarenta e dois anos de idade e uma carreira cheia de sucessos. Foi sem dúvida um dos maiores ídolos do rock'n roll e marcou gerações com a sua música. Era considerado o rei branco da música negra pois confundia rock com blues e baladas românticas, além de  interpretar belíssimas músicas religiosas ao som do piano.

Ainda hoje, sua casa em Memphis no Tenesse, recebe a visita de milhões de fãs que vêm de todas as partes do mundo conferir suas homenagens ao cantor. A casa é uma mansão e  foi batizada  pelo seu primeiro dono com o nome de Graceland (terra da graça) em 1939 ao ser construída. Elvis só a comprou em 1957 para seus pais quando tinha apenas 22 anos de idade. A casa  têm dezenas de cômodos, mas os turistas não têm acesso a todos os compartimentos. Só jardim, andar térreo, porão e quintal. O quarto onde o rei do rock dormia é um desses compartimentos proibidos à visitação pública.

A casa, ironicamente, hoje também lhe serve de túmulo, pois de tanto tentarem violar seu jazigo no cemitério, a família resolveu transferir seus restos para o jardim da casa em que viveu. Hoje, estão sepultados nesse jardim, também os restos de sua mãe, do seu pai, de seu irmão gêmeo e de sua avó.

Ao contrário do que muita gente imagina, Elvis nunca foi um viciado em drogas, era sim, hipocondríaco e tomava uma infinidade de remédios controlados, para uma série de problemas de saúde dos quais se sentia acometido. Tais medicamentos eram ministrados por um médico inescrupuloso, que logo após sua morte foi processado pela família.

Gravou centenas de músicas, fez vários filmes e vendeu mihões de discos enquanto estava vivo. Hoje, a fundação que toma conta do patrimônio, triplicou a fortuna deixada pelo cantor e vende muito mais discos  do que quando Elvis era vivo.

Elvis fez todo esse sucesso sem nunca ter saído dos Estados Unidos, pois o seu empresário, o coronel Tom Parker, vivia clandestinamente no país e se aceitasse contratos de shows do cantor para apresentação em outros países, nunca mais conseguiria retornar à terra do tio Sam.

Elvis Presley mantém até hoje a mesma fama de artistas como os Beatles, Roling Stones e Jimmi Hendrix e só não foi mais longe porque morreu precocemente, embora seus discos ainda hoje sejam campeões de vendas em todo o mundo.

Roberto Bezerra

30 Anos sem Elvis e seus Blues!!

Muita gente não sabe, mas o Rock´n Roll surgiu de uma fusão do Rythm´n Blues, música de negros, com o Country, preferido dos brancos. Assim sendo, Elvis foi muito influenciado por inúmeros bluesmen como Big Mama Thornton, Chuck Berry, Bo Diddley, Little Richard, Fats Domino, e outros cujas músicas foram por Elvis gravadas e cujos traços e influências podem ser sentidos em outras criações do genial Elvis.

Memphis, onde hoje está a famosíssima Mansão de Elvis, foi berço e palco das principais misturas entre o Blues acústico do Delta do Mississíppi e outros gêneros musicais como o hillbilly, country, gospel, e outros. Natural que Elvis, ainda pequeno, tivesse sido arrebatado por toda aquela miríade musical, pois viveu ali em Tupelo e Memphis, estando presente naqueles anos 50, uma forte mudança nas relações sócio-raciais onde o branco já dividia o palco com os negros sem constrangimentos e embates segregacionais. Elvis, desde pequeno ouvia as Rádios "races" que tocavam música negra, gospels e spirituals para os jovens brancos. Ia à Beale Street assistir performances de B.B. King, Rufus Thomas e outros. Beale Street era uma rua cheia de clubes e bares freqüentados pela população negra de Memphis, sem qualquer interferência preconceituosa dos brancos. Elvis era um dos poucos brancos aceitos ali. Elvis recebia ali seus primeiros toques e bebia daquela fonte constantemente, seja aprendendo acordes com músicos e talentos locais, seja assistindo shows de nomes já consagrados. Ia a shows como os de Dewey Phillips, que permitia pela primeira vez a quebra de tabus ao misturar na platéia adolescentes brancos e negros. Os jovens brancos iam atrás de novas sonoridades, rompendo com a linha musical tradicionalmente imposta por seus pais.

Foi com Dewey Phillips tocando neste show a música That´s All Right Mama, que Elvis inspirou-se para gravar Blue Moon of Kentucky, e emplacar vários singles, ou aqueles pequenos discos, com 2 músicas onde Elvis gravava Blues no lado A e Country no Lado B. One Night, Reconsider Baby, Christmas Baby, todos blues autênticos com a marca vocal e instrumental de Elvis, que não abandonou o repertório ligado ao Blues, nem quando assinou com a RCA e seus discos explodiram a vender. Com o revival do Blues no início dos anos 60, Elvis emplacava outros grandes singles de Blues, como o fantástico I feel So Bad. Logo logo, Elvis já era considerado por gente como Joe Cocker, a melhor voz do blues de todos os tempos. Gravou muitos singles de blues para a florescente indústria do cinema de Hollywood. O álbum Reconsider Baby, foi sua segunda obra conceitual de peso, após Elvis Country, considerada a primeira.

Muitos o taxavam de "Homem branco que roubou o blues dos negros", mas tal afirmativa injustamente não leva em conta que após Elvis e sua influência no Blues, nunca mais a música seria a mesma. Quebraria aquela rotina de sons comportadinhos de brancos como Perry Como e Frank Sinatra. Na verdade a carreira de Elvis nunca foi bem estudada e nunca  ninguém levou em conta sériamente as influências que a "Voz do Blues", segundo Joe Cocker, sofreu direto da fonte, do próprio velho e bom Blues. E Joe Cocker, a meu ver, a melhor voz da atualidade, fala com muita propriedade e autoridade!

ELVIS VIVE

Ricardo Neves Gonzalez

quinta-feira, 1 de maio de 2008

A voz de Elvis

Elvis dispunha de um registo vocal muito flexível e eclético para quem nunca teve aulas de canto ou mesmo ensino teórico convencional. Elvis, barítono, conseguia atingir 3 oitavas e, por vezes, atingir o registo vocal de tenores e baixos, talvez, devido a esses fatores, muitos conhecedores de sua obra, fãs propriamente, chamam-no de A Voz.

Segundo aqueles que são ávidos de apresentações ao vivo de Elvis, principalmente da década de 70, ele demonstrava com maestria o seu poder vocal, e que até os dias atuais, ainda impressiona aqueles que não conhecem a sua carreira em sua forma mais abrangente. Elvis atingia em muitas de suas performances o chamado "dó de peito", que corresponde a nota musical "Sol 3", feita com voz de cabeça - como se fosse um falsete.

Para surpresa de alguns iniciantes em sua vasta obra, Elvis já dava sinais de grande poder vocal já na década de 50, principalmente em notas graves. A gênese desse futuro fenômeno vocal se deu, na avaliação de alguns, no ano de 1957. Dando prosseguimento a sua evolução como intérprete, Elvis atingiria na década seguinte, uma maturidade vocal bastante elevada, tanto em notas graves e agora também, em notas agudas. Um marco dessa evolução seria o álbum How Great Thou Art, gravado em 1966 e lançado logo em seguida, no início de 1967.

Elvis deu inicio a sua carreira profissional com apenas 19 anos de idade, portanto, o período de transição da adolescência para a fase adulta, a chamada puberdade, onde a voz de Elvis estava em plena transformação, atingido assim a sua maturidade nos anos posteriores.

Com o uso constante da voz, as pregas vocais vão se tornando mais resistentes, respondendo muito melhor e mais prontamente, permitindo assim ao cantor atingir notas mais agudas e melhorar a qualidade sonora como um todo, fazendo assim de sua voz um verdadeiro instrumento, como era o caso de Elvis Presley.

O grande desafio de quem privilegia a extensão é a afinação, canto extremamente técnico, e Elvis conseguiu a conciliação difícil, segundo os especialistas. Uma das notas mais difíceis de se atingir é o "dó acima dó central", e Elvis atingiu muitas vezes em espetáculos ao vivo durante a década de 70, dito por especialistas.

Com um extenso alcance vocal e sua técnica de certa forma operesca, principalmente na década de 70, Elvis Presley se notabilizou por ser um dos mais impressionantes exemplos do que um cantor pode fazer com sua voz, transformando-a em um verdadeiro instrumento, provocando até dúvida em algumas pessoas, com os seus ceticismos, se as performances são mesmo de autoria de Elvis.

Elvis além da Pélvis

No ano em que a morte de Elvis Presley completa 30 anos, fãs e crítica relembram as principais marcas que Elvis teria deixado na música e na cultura do século XX. Mas eu gostaria de lembrar aqui uma faceta do "rei do rock" bem menos conhecida que seus filmes em Acapulco, suas canções românticas ou a proibição de filmar os seus rebolantes quadris no programa de TV de Ed Sullivan no início da carreira. Aliás, os requebros da "pélvis de Elvis" foram um fator nada descartável para sua ascensão meteórica. A voz absolutamente marcante, os cabelos cuidadosamente desalinhados, o repertório quase recatado se comparado à fúria libidinal das canções de Jerry Lee Lewis e Little Richards, quase tudo seguia uma construção publicitária perfeita comandada pelo "Coronel" Tom Parker, como apelidavam o empresário de Elvis.

Os americanos sempre demonstraram afinidade com o gospel gravado por artistas não-religiosos. Por exemplo, nos anos 1950, Tennessee Ernie Ford gravou álbuns que estão entre os dez mais vendidos da década. Mas Elvis revelava também seu gosto pela música gospel. E talvez houvesse nisso mais do que ambição de vender para outro nicho de mercado. Para Don Cusic, autor do livro The Sound of Light: a history of gospel music, Elvis tinha ouvido muita música gospel - na igreja ou em casa com a mãe - e, ao cantar aquelas músicas, ele não cumpria só um dever espiritual, mas também revivia a infância. Talvez, diz Cusic, Elvis estivesse mostrando que era um bom garoto, temia a Deus (à sua maneira) e queria salvação.

Em 1952, quando ainda era um jovem motorista de caminhão, Elvis fez um teste vocal para entrar no quarteto Songfellows e foi reprovado. Mais tarde, Jim Hammil, um dos componentes "acusados" de dispensar Elvis Presley, deu sua versão dos fatos: "Eu não disse que ele não sabia cantar, mas sim que ele não conseguia ouvir a harmonia. Sozinho, ele se saía bem. Mas quando as outras vozes do quarteto entravam, ele se perdia e cantava as outras vozes que ouvia". (Em geral, a formação vocal de um quarteto masculino é de 1º e 2º tenores, barítono e baixo).

Elvis ainda não era famoso quando encontrou o quarteto The Jordanaires no Grand Ole Opry, em 1955. O quarteto havia surgido em 1948 e só conservava um integrante da formação original, o 1º tenor Gordon Stoker. As primeiras gravações de Elvis nos estúdios da RCA têm um vocal de apoio formado, entre outros, por Stoker e Ben e Brock Speer, da Speer Family, famosa família de cantores. Mais tarde, a formação completa dos Jordanaires marcaria o som dos discos de Elvis, que passava a vender 10 milhões de discos e se tornava um ídolo teen e um ícone cultural.

Os primeiros álbuns gospel de Elvis chegariam a partir de 1957, no auge da carreira no rock, quando era inimigo dos pregadores. Primeiro, a gravação de Peace in the Valley, e depois o disco His Hand in Mine. Esse disco tinha os Jordanaires no vocal de apoio e entre as faixas estavam músicas como Swing low, sweet chariot e Mansion over the hilltop (em português, é a conhecida Mansão sobre o monte). A capa desse álbum trazia um Elvis Presley sentado ao piano num sóbrio smoking, de cabelo grande e roupas brilhantes. O figurino e o penteado, porém, não eram uma afronta ao estilo religioso. Pelo menos, não ao estilo de certos cantores e pastores evangélicos da época. James Brown, por exemplo, explicava que seu estilo inconfundível de se movimentar no palco, falar e cantar, era influência de pregadores, digamos, hiperativos.

A voz de Elvis também recebeu grande influência do gospel. Certa vez, o cantor escutava um disco de Jake Hess, um dos grandes nomes da música gospel, quando revelou a Johnny Rivers algo como "agora você sabe de onde vem o meu estilo de cantar".

Em 1967, Elvis convidou os quartetos The Imperials e The Jordanaires e também algumas cantoras para o vocal do seu disco gospel de maior resposta positiva de público e crítica, How Great Thou Art. Além da clássica faixa-título (no Brasil é conhecida como Quão grande és Tu), já famosa na voz de George Beverly Shea, o disco trazia Where could I go but to the Lord, In the garden (No jardim) e Where no one stands alone (Minha mão em Tua mão). Nesse disco, Elvis faz um dueto com Jake Hess na música If the Lord wasn't walking by my side, conhecida música do quarteto The Statesmen, do qual Jake Hess já tinha sido integrante.

He Touched Me é o álbum gospel de 1972 que traz a clássica Amazing grace (Graça excelsa) e a canção-título (Tocou-me), de autoria do casal Bill e Gloria Gaither.

A partir de 1969, o quarteto The Stamps passou a abrir os shows de Elvis. J. D. Sumner, membro do quarteto, conta que após os shows Elvis reunia os cantores para cantar gospel. Freqüentador da casa de Elvis, Sumner também diz que o cantor "só ouvia gospel. Ele não ouvia nem suas próprias gravações".

No funeral de Elvis, em agosto de 77, Jake Hess e dois integrantes do quarteto The Statesmen cantaram Known only to Him, Kate Westmoreland cantou My heavenly Father watches over me, e James Blackwood e The Stamps cantaram How great Thou art. O final trágico do cantor e suas gravações ora religiosas ora seculars podem traduzir que, de algum modo, Elvis Presley não conseguiu conciliar sua vida de sucesso fabuloso com as crenças de sua juventude. Mesmo assim, para Don Cusic, a maior contribuição de Elvis ao gospel foi apresentar esse estilo ao mundo do rock.

Joêzer Mendonça

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