quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Você já encontrou o Rei?

As pessoas estão preocupadas em encontrar muitas coisas: parentes, algo no comercio para este Natal, uma pessoa para compartilhar sua vida, e outras coisas mais. Existem algumas pessoas que viajam para a terra que chamam "santa", para verem o lugar que nasceu o Rei. Alguns aqui no Brasil chamam todos que não são rei de rei: é a "rainha dos baixinhos", o "rei da canção popular", o "rei do futebol", etc., e cada tempo surge mais um, pois, são tantos "reis" que nosso país deveria ser uma monarquia, mas não é.

Certa vez durante um show lotado do cantor Elvis Presley, um grupo de fãs levantaram uma enorme faixa com grandes letras que dizia: "Elvis is the King!" [Elvis é o rei!]. O artista, que fora criado no Evangelho, parou a musica, apontou para o grupo de fãs e disse: - "Abaixem esta faixa! Eu não sou o rei. Jesus Cristo é o Rei". [um exemplo que deveria ser seguido por muitos "cantores gospel" e "levitas" que estão por aí, que têm o "rei" na barriga].

E você? Já encontrou o Rei? O Rei já nasceu no seu coração? Você tem reverenciado na sua vida o Rei Jesus? Onde está o Rei?

Quando realizamos um culto de Natal, onde a palavra Natal significa nascimento, de quem estamos celebrando o nascimento? É do Rei Jesus? Ele está no centro de nossas atenções? Ele realmente tem sido o Rei de nossas vidas? Porque se nós ainda não tivemos um encontra com o Rei Jesus, se nossos corações ainda não pertencem a Ele, de nada adiantará as nossas comemorações, mesmo que viajemos para a cidade "santa", Jerusalém, pois o lugar santo é o lugar onde Jesus está, e este lugar é o nosso coração.

Não existe outro Evangelho. Na Bíblia aprendemos que o nosso Rei nasceu em Belém, viveu e morreu por nossos pecados, e ressuscitou e está a destra do Pai, aguardando a hora de voltar para buscar todos os salvos espalhados em todas as partes da terra. E Ele se torna o nosso Rei quando abrimos os nossos corações e o convidamos a entrar e fazer morada.

Façamos de Jesus o nosso Rei, dando-lhe o primeiro lugar em nossas vidas. Como Igreja, anunciem a Sua Salvação; vivam o Seu Amor, celebrem o Seu Nascimento através de nossas vidas, e com certeza muitos encontrarão o Rei, e o Senhor reinará em seus corações.

No amor do nosso Rei Jesus,

Profª. Suely Pimentel Valentim Martins
www.pibitupeva.rg3.net

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

Agosto, um mês especial!


Agosto é um mês marcante para mim por vários motivos, como por exemplo o início do meu namoro com a minha esposa e o nascimento do meu filho caçula, literalmente um presentão de Deus pois nasceu no dia dos pais.

Mas como nada nesta vida é feita somente de alegria, há um fato triste que também me marcou neste mês: a morte de um grande amigo.

No dia 16 de agosto de 1977 recebi a fatídica noticia de que meu amigo, Elvis Presley, havia sofrido um ataque do coração e apesar de todos os esforços da equipe médica, não resistiu e chegou morto ao hospital. Neste dia estava havendo um churrasco familiar em minha casa e a noticia chegou até nós através das ondas do rádio, com "Love me Tender" de fundo. Empresas aéreas ficaram lotadas, abarrotadas de pessoas querendo ir ao funeral dele. Cinco toneladas de flores foram enviadas para o seu funeral. As pessoas fizeram filas nas ruas só para ver o seu caixão. Eu também quis ir dar o meu último adeus, porém a distancia e as condições da época não me permitiram.

Este fato triste não apaga, de maneira nenhuma, o brilho especial que este mês tem na minha vida, devido aos fatos relatados no início deste texto, mas deixa um parêntese em aberto nas comemorações.

Neste mês comemorarei mais um dia dos pais ao lado dos meus filhos e do meu paizão; comemorarei os 12 anos de namoro e também o aniversário de 11 anos do meu caçula. É um mês de festa e muita alegria para mim, porém sempre dou uma pausa nas comemorações e me lembro de você, meu amigo, que partiu tão novo.

Pai: Feliz dia dos pais e obrigado por ter me ensinado ser o homem que sou;

Amor: Obrigado por fazer parte da minha vida. Te amo muito!;

Filhão: Você é uma das minhas razões de viver. Você é a minha vida, meu orgulho, minha alegria;

Elvis, meu amigo: Obrigado, meu amigo, pelas canções que embalam a minha vida, desde a minha infância até os dias de hoje. Um dia nos encontraremos lá no Céu!

Dony Augusto


Elvis by Rodrigo



quarta-feira, 30 de julho de 2008

A caneca do rei



Mãe é o amor ágape de Deus expresso em carne, osso e coração. Elas não sabem o que fazer para agradar seus filhos e nós, filhos, não sabemos o que fazer para lhes retribuir tanto carinho e dedicação.

Minha mãe, dona Irene, é destas "mães onças" que defendem os filhos com "unhas e dentes", literalmente. Quando garoto, eu não podia levá-la para assistir aos meus campeonatos de Judô pois mal começava a luta e ela já queria invadir o tatame e dar um "ippon" no meu adversário.

Aprendi com ela o que é uma boa música - como o grande poeta Antônio Marcos, por exemplo - e do meu pai herdei o gosto por Elvis Presley. Me lembro muito bem - pois ainda tenho guardado - daquele K7 copiado do LP "From Elvis Presley Boulevard, Memphis Tennessee", que sempre ouvíamos no opalão 77.

Minha mãe sempre que vê algo relacionado com Elvis se lembra de mim. Se passa algum programa na TV ou na rádio ela me liga avisando. Se encontra alguma revista na banca ou algum souvenir nas lojas já compra e me dá de presente. Ah, como é bom ter mãe!

O mais recente agrado elvístico que ganhei dela foi uma linda caneca, toda decorada com fotos do Elvis na década de 50. Gostei muito do presente e nem tive coragem de usá-la. Está guardada dentro da embalagem original e exposta com orgulho na cristaleira aqui de casa.

Minha mãe me faz sentir um rei com tanto mimo e agora ainda mais, tendo a caneca do rei!

Obrigada, mamãe, por este lindo presente e pelo maior presente que a senhora poderia me dar: o seu amor!

Dony Augusto


terça-feira, 29 de julho de 2008

Banda Catedral homenageia Elvis Presley



Roqueiro que é roqueiro admite ter Elvis Presley como uma de suas principais referências. É o que ocorre com a banda carioca Catedral. O trio, formado por Kim (voz, guitarras), Julio Cezar (baixo, guitarras, teclados, cordas, arranjos) e Guilherme (bateria) lança seu primeiro trabalho pela I! Produções (e 21º da carreira), THE ELVIS MUSIC. Trata-se, claro, de uma homenagem ao Rei do Rock, feita com emoção e reverência por este grupo vencedor, que iniciou a carreira no gospel e tornou-se um dos mais populares em todo o Brasil.

O CD, produzido por Kim e Júlio Cezar e com o auxílio de Carlos Trilha, traz dez clássicos do repertório de Elvis Presley, todos interpretados em inglês. Em muitos casos, a banda foge do usual dando novas cores às canções. A festa abre com I Just Can't Help Believin' (Barry Mann/Cynthia Weil), lançada por B.J. Thomas e que fez também enorme sucesso com Elvis. O Catedral dá um peso instrumental maior do que os dos registros dos dois cantores. Polk Salad Annie (de Tony Joe White, compositor bastante gravado por Elvis) aparece com sabor de rock dos anos 80. O blues Heartbreak Hotel (Elvis Presley/Hoyt Axton/Durden), um dos maiores clássicos do Rei do Rock, tem o peso das guitarras ampliado, dando um punch ainda maior ao tema. You've Lost That Lovin' Feelin' (Barry Mann/Cynthia Weil/Phil Spector) foi lançado pelo duo Righteous Brothers, formado por Bill Medley e Bobby Hatfield e fez sucesso também com Johnny Rivers e Daryl Hall & John Oates. Elvis Presley deu seu toque todo especial e a canção cresceu ainda mais. O Catedral vem com roupagem semi-acústica, com direito a belo arranjo de cordas. Suspicious Minds (Mark James) é outra marca registrada de Elvis. A banda coloca peso no refrão, mas a estrutura se mantém fiel à gravação do homenageado.

You Don't Have To Say You Love Me versão de Vicky Wickham e Simon Napier-Bell para a balada clássica Io Che Non Vivo Senza Te, de Pino Donaggio e Vito Pallavicini, gravada por Donaggio, transformou-se num dos maiores hits românticos da carreira de Elvis Presley. O Catedral põe peso nas guitarras e mantém a estrutura de balada, dando à canção um sabor especial. Blue Suede Shoes (Carl Perkins) foi um dos primeiros hits de Elvis. O trio transforma o rockabilly original num igualmente pulsante hard rock. Steamroller Blues é um clássico de James Taylor que recebeu belíssima versão de Elvis. O Catedral mantém a pegada da versão do Rei do Rock. A pulsante Guitar Man (Jerry 'Reed' Hubbard) é outro standard de Elvis, que recebe aqui ares a la Bo Diddley, com forte marcação rítmica dada pelas guitarras. I've Got a Thing About You Baby (Tony Joe White) fecha o repertório, com uma surpresa. A canção, originalmente uma balada, é transformada pelos intérpretes numa deliciosa Bossa Nova.

A voz de Kim está no auge da forma e beleza. O cantor imprime interpretações sensíveis a todos os temas. O instrumental de Julio Cezar e Guilherme garante o peso necessário. THE ELVIS MUSIC é um CD pautado ao mesmo tempo por reverência e criatividade. Se estivesse entre nós, certamente Elvis Presley vestiria um de seus macacões brancos da fase Las Vegas e cairia na estrada com o Catedral. Belíssima homenagem!

http://elvisblues.blogspot.com/

sexta-feira, 25 de julho de 2008

Salmos, Blues, Elvis e Davi

Quando eu tinha 12 anos, era fã de Davi. Ele parecia familiar, como um pop star poderia parecer familiar. As palavras de Salmos eram tão poéticas quanto religiosas e ele era uma estrela. Antes que Davi pudesse cumprir a profecia e se tornar o Rei de Israel, ele teve que tomar uma bela surra. Ele esteve no exílio e acabou numa caverna em alguma cidade fronteiriça enfrentando o colapso de seu ego e o abandono de Deus. Mas é aí onde a novela se torna interessante. É onde diz-se que Davi compôs seu primeiro salmo - um blues. Este é o motivo por quê vários salmos parecem o blues para mim. O homem gritando com Deus: "Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste? Por que se acha tão longe de me ajudar?" (Salmo 22).

Eu ouço ecos desse barulho santo quando um cantor de blues, não-santo, Robert Johnson grita: "Há um cão do inferno no meu caminho" ou Van Morrison canta "Algumas vezes eu me sinto como uma criança órfã". Texas Alexander imita os Salmos em Justice Blues: "Eu clamei, Senhor meu Pai. Reino do Senhor venha. Traga de volta minha mulher, então Tua vontade será feita". Engraçado, algumas vezes são blasfemadores... o blues foi uma música marginal mas, pela sua grande oposição, louvou o assunto principal de seu primo perfeito, o gospel.

Abandono e deslocamento formam o conjunto dos meus salmos favoritos. O livro pode ser uma fonte de música gospel, mas para mim o que o salmista realmente revela é desespero e a natureza de seu relacionamento especial com Deus. Honestamente, até do ponto de vista da raiva: "Até quando, Senhor? Esconder-te-ás para sempre?" (Salmos 89:46) ou "Me responda quando eu clamar" (Salmo 5).

Davi era uma estrela, o Elvis da Bíblia, se nós pudermos acreditar na escultura de Michelangelo. E extraordinariamente para alguém tão "rock star", com sua sede de poder, sede de mulheres, sede de vida, ele tinha a humildade de alguém que conhecia seu dom trabalhado mais intensamente do que nunca. Ele até mesmo dançou nu na frente das suas tropas - o equivalente bíblico de seguidores reais. Definitivamente, Davi era mais artista do que político.

Bono

quarta-feira, 7 de maio de 2008

Elvis não morreu...

O túmulo: nele, está escrito errado o nome do meio de Elvis, Aron, e não Aaron como aparece na lápide. Seu pai não deixaria cometerem esse erro. Além disso, o corpo de Elvis jaz entre os de seu pai e de sua avó. Uma coisa inimaginável tê-lo deixado longe da sua querida mamãe. Era sua vontade clara ser enterrado perto de Gladys.

A certidão de óbito: muito vaidoso, Elvis tinha vergonha de ter engordado muito. Pesava mais de 100 quilos ao "morrer". Mas a certidão de óbito registra pouco mais de 70. A certidão original sumiu e a existente foi expedida dois meses depois.

O cadáver de cera: o caixão de Elvis exigiu vários carregadores, pois pesava mais de 300 quilos. Testemunhas do funeral afirmaram que o ar perto do caixão estava muito frio. Suspeitou-se que o caixão tivesse um aparelho de ar condicionado para conservar um cadáver de cera, réplica do Rei, destinado a enganar os presentes. E como a família Presley conseguiu um elaborado caixão feito sob medida, de mais de 300 quilos, para um enterro no dia seguinte ao da morte?

O enterro: por que o enterro foi tão rápido? dizem que a razão foi evitar que os maiores fãs de Elvis chegassem a tempo e reconhecessem defeitos no cadáver de cera. Elvis era um faixa preta de oitavo grau, cujas mãos eram cheias de calos, enquanto o corpo do caixão tinha mãos lisas e gorduchas. O nariz e as sobrancelhas arqueadas também causaram estranheza. Foi comentado na época que uma costeleta do "cadáver" estava solta e um cabeleireiro teve de grudá-la.

Comportamento estranho: duas horas depois da morte de Elvis ser anunciada publicamente, um homem muitíssimo parecido com ele comprou uma passagem para Buenos Aires, pagou em dinheiro e usou o nome John Burrows, o mesmo que Elvis empregara várias vezes como disfarce. Elvis tinha alguns livros que considerava seus tesouros. Tinha uma Bíblia e vários livros que desapareceram para sempre depois da morte de Elvis. Nas semanas antes de sua morte, as ações de Elvis não foram as de um homem que tinha de cumprir uma enorme turnê pelos EUA; encomendou novas roupas e despediu-se do público com um "adiós", no seu último show em Indianapolis ao contrário do habitual "Espero vocês no meu próximo show". A RCA mostrou um certeiro (e incrível) faro ao produzir milhões dos discos atuais e anteriores do cantor. Era uma prática comum antes de uma turnê, mas os números dessa vez foram muito maiores.

Outras coisas estranhas: o Rei despediu vários empregados em quem confiava há muito tempo. Dois dias antes da "morte", Elvis ligou para uma amiga chamada miss Foster. Disse-lhe que estava pensando em não realizar a turnê prevista. Ela lhe perguntou se havia cancelado e ele respondeu que não. Quando ela perguntou se estava doente, Elvis disse que estava bem e que ela não deveria mais perguntar nada, que não deveria acreditar em nada do que lesse. Num livro chamado Elvis Where Are You? é citado o caso e que miss Foster teria confirmado tudo, num teste de detetor de mentiras. Ainda, no dia seguinte ao da morte, uma ex-amante de Elvis, Lucy De Barbon, recebeu uma rosa pelo correio. O cartão dizia que era de "El Lancelot", o apelido que ela usava para Elvis, que ninguém mais sabia.

Numerologia e banheiro: Elvis era fascinado pelo assunto desde que leu o Livro de Números de Chiro. Se ele forjou sua morte, deve ter pensado que 16 do mês 8 de 1977 completava uma soma de 2001. Era o título do filme favorito do Rei, em que o herói planeja sua imortalidade no banheiro. Elvis passava muito tempo fazendo o mesmo. Tinha até uma espécie de poltrona reclinável na privada. E foi no banheiro que dizem ter achado o corpo de Elvis.

Meios: Elvis tinha os meios para fingir a própria morte. Acusaram-no de se destruir com remédios, mas ele entendia muito do assunto. Tomava muitos remédios, mas sabia o que estava fazendo. Sabia tomar remédios para criar um estado de morte aparente. Além disso, como perito em artes marciais, sabia reduzir sua pulsação cardíaca e sua respiração para fingir que estava morto.

O coronel Tom Parker, o admininistrador dos negócios de Elvis, criou uma nova identidade para si, quando chegou aos Estados Unidos como um imigrante ilegal da Holanda. Virou outra pessoa, com passaporte, certidão de nascimento, carteira de motorista e de previdência social. Ele poderia fazer o mesmo com Elvis. Além disso, Elvis tnha ligações oficiais e usava documentos reais com o nome de John Burrows. "

Elvis o Artista do Século

ONTEM. HOJE, AMANHÃ E SEMPRE

ELVIS PRESLEY: É difícil encontrar um lugar nesse planeta que não se tenha falado ou ouvido esse nome em um determinado momento. Dispensa até seu sobrenome como referência.

Todo ano em Agosto, celebra-se o ano de sua morte física, e ELVIS, continua sendo um fenômeno mundial. Sua música e sua obra ainda conquistam pessoas em todo o mundo, pois ELVIS é sem dúvida um ARTISTA ÚNICO, INSUBSTITUÍVEL.

Segundo os maiores críticos de música, não há e nunca houve alguém como ele. Fez fusão de música branca e negra (Rhythm and Blues), criou outra (Rock'n'roll), enlouqueceu pessoas com esse novo ritimo, de performances sensuais, gerando assim uma mudança de costumes e consequentemente, mexendo com todos o referenciais de uma sociedade.

ELVIS revolucionou a música com seu jeito único de interpretar, marcando uma época e deixando uma trilha, ainda hoje, seguida por novos cantores, de vários gêneros, em todo o mundo. Sua música foi e é modelo para gerações de roqueiros ou não. Seu trono não tem sucessor e seu exemplo, através do tempo, vem se estendendo por décadas, e assim será.

Ser considerado OFICIALMENTE O ARTISTA DO SÉCULO, não foi exatamente uma surpresa, mas sim, um presente para nós, seus fãs. Esse título justifica sim, o talento ao maior cantor e fenômeno pop mundial da música do século 20, que é cultuada, mesmo tendo passado 29 anos após sua morte física.

Sua influência como músico é vista até os dias de hoje, seja no palco, na sua maneira de vestir, tocar ou cantar, sendo um dos principais motivos da mudança nos destinos da música popular do mundo inteiro.

ELVIS É UM ÍDOLO VERDADEIRO, não inventado pela mídia. Um artista completo desde o inicio, mesmo sem ter estudado música. ELVIS, o primeiro grande astro do ROCK'N'ROLL, é também um marco sem igual na cultura pop, pois com ELVIS, a música e o mundo deixaram de ser os mesmos e ELVIS tornou-se o maior mito desses gêneros neste século. Na verdade, tudo começou com ele e poderia ter sido apenas um modismo, como tantos outros na música de massas, mas não o foi. Nele tudo era natural, verdadeiro, espontâneo. Ele criou, não foi criado!

Com ELVIS, o ROCK'N'ROLL existia de verdade, pois muitos que vieram depois dele, cantaram e tocaram imitando-o, mas ELVIS permanecia como a referência.

ELVIS  foi e é amado por milhões.

O REI DO ROCK'N'ROLL na verdade nunca saiu de cena, pois podemos ouvi-lo em suas canções alternativas, lançadas a todo ano, com takes raros e inéditos. Recriou sucessos com seu talento incomparável e sua voz absolutamente bela. Seu legado musical como artista e cantor, é de uma importância incalculável na história da música no mundo e nos tempos atuais, como podem comprovar as reedições continuas dos seus disco e onde pode ser conferido seu talento inigualável.

ELVIS a maior voz do século 20 e de maior projeção mundial, com seu sensacional carisma, influenciou nomes como: Raul Seixas, Rita Lee, Jerry Adriani entre outros. "Um cara que realmente me influenciou" disse Erasmo Carlos. "Tive muita influência de ELVIS" disse Roberto Carlos.

Não se pode negar, ELVIS fez a cabeça de feras como os Beatles, Bob Dylan e Rolling Stones, que sem rodeios admitem que ELVIS era o maior.

John Lennon afirmava: "Se não tivesse havido um ELVIS PRESLEY, jamais teria havido um Beatle", ou ainda "Gostaria de ser maior que ELVIS", ou então, "Nada realmente me influenciou até ELVIS PRESLEY", "Antes de ELVIS não existia nada".

Paul McCartney cresceu admirando ELVIS e disse: "ELVIS era tudo o que eu queria ser".

Bob Dylan, que também caiu de encantos pelo nosso ídolo disse: "Se não fosse por ELVIS, eu não poderia estar fazendo o que faço hoje em  dia".

Bruce Springsteen: "Houveram vários concorrentes, mas um só rei". "Tudo começou e terminou com ele". "ELVIS PRESLEY é tudo o que há, quero ser assim como ele". "Qualquer pessoas que visse ELVIS PRESLEY e não quisesse ser como ELVIS PRESLEY tinha alguma coisa de errado".

Sua herança musical atingiu também nomes como: Jim Morrison, Bing Crosby, Elton John, Paul Simon, Roy Orbison, Cliff Richard, Michael Jackson, Rod Stewart, Buddy Holly. "Sem ELVIS, nenhum de nós teria feito o que fez".

ELVIS é também referenciado por muitos outros e, mesmo instintivamente, existe um toque de ELVIS em quase todas as canções que ouvimos.

ELVIS ultrapassou a marca de DOIS BILHÕES de discos comercializados, recebendo centenas de premiações, em diversas categorias. Centenas de discos de ouro, platina e diamante!!! até o ano de sua morte, e outro montante após 1977, atestando ser o maior recordista de vendas de todos os tempos, pela RCA Victor, BMG, Sony e R.I.A.A (Recording Industry Association of América). A marca ultrapassada é sempre dele!

ELVIS distribui seus sentimentos através das interpretações de suas músicas e com a extensão de sua maravilhosa voz. Incontestavelmente genial, cantou suas canções até atingir nossa alma, transmitindo-nos todas as suas emoções. A potência de sua voz, ora se tornava doce e terna, transformando em carinho para nossos ouvidos, confortando muitas vezes nossos corações, ora sensual ou agressiva, liberando energias latentes em nosso ser e provocando a liberação de atitudes. Na verdade, qual de nós, fã, não sentiu a necessidade disso? E onde procuramos, se não nas canções? E, justamente desta forma vamos na busca de um bem estar maior.

Realmente ELVIS deu para seus fãs a melhor parte de sua vida, senão toda, pois sempre amou demais as pessoas, predominando sua grande generosidade.

ELVIS teve o poder de transmitir a mais pura emoção, até seus últimos dias de vida física. Não é errado dizer que ELVIS foi maior que a vida, pois vem ultrapassando décadas e dia a dia, pessoas do mundo inteiro se rendem ao seu carisma e poder de união.

Suas perfeitas apresentações garantiram mais de mil shows e centenas de gravações, sejam elas os hinos religiosos (gospel), country, pop, baladas românticas, blues e rock'n'roll. Músicas encantadoras, dispensam comentários. É só conhecer e ouvir. ELVIS é  o tipo de cantor impar, que sabia cantar tudo, e cantava, encantando com voz tão versátil.

Em 1973, entre outros recordes, realizou um show beneficente no Havaí, sob o título de ELVIS - ALOHA FROM HAWAII, o primeiro a ser transmitido via satélite, para mais de 40 países, sendo visto por mais de 1,5 bilhão de pessoas!!! A audiência superou a descida do homem à lua. Marco único até hoje, registrado da vida de um artista.

Durante sua brilhante carreira, ELVIS realizou inúmeros show beneficentes, favorecendo a muitos em suas necessidades. Indiscutivelmente ELVIS É O MAIOR ARTISTA DE TODOS OS TEMPOS e continua atraindo multidões de todas as idades, raças, crenças ou posições sociais.

ELVIS parecia deixar-se levar pela emoção quando estava no palco, e ai surgiam situações onde demonstrava sua inesgotável criatividade para a realização das performances e brincadeiras, as vezes com os músicos da banda e o pessoal da Máfia de Memphis.

O Século XX,  sem dúvida está marcado por ele, e é inegável o fato de que a perda física em nada diminuiu sua obra, ao contrário, a dimensão, a importância e a grandeza de sua música e tal que permanecerá, resistindo ao tempo, nos oferecendo alegria, amor e esperança. Na verdade, ELVIS foi privilegiado, recebendo de Deus o presente maior, e sempre o agradeceu por isso, referenciando-o em suas canções gospel, tão intensamente interpretadas.

Obrigada ELVIS, por fazer parte de nossas vidas e por saber dividir seu amor com o mundo.

Obrigada também pelo seu carinho e respeito incondicional. Sua obra é imortal, como você também o será. Enquanto houver um fã, um disco, uma música sendo tocada, você existirá, pois sua força é inesgotável e sua luz jamais se apagará. Você estará presente seja numa melodia, muitas vezes reconhecida pelo raro timbre de voz, ou no coração daqueles que te respeitam e admiram.

Sua arte tornou-se eterna, assim como você, e seus fãs jamais o esquecerão. Você deixou o mundo físico, partindo para a eternidade e agora é só nosso.

Nunca deixaremos você ser esquecido, pois sempre estará vivo através de algum de nós, que tem por você amor sincero e eterno. Podem passar outro século, tenho certeza, ainda será ouvido, pois você é maior que nunca, num talento insuperável, onde sua influência é tão grande quanto três décadas passadas, nas quais reinou absoluto, glorioso nas palcos e hoje na memória de todos nós. Lembraremos que sua beleza foi tão rara, quanto sua sensibilidade.

ELVIS você é uma estrela no mundo da música que jamais deixará de brilhar, pois seu magnetismo continua contagiando muitos cantos do planeta, estando sempre próximo dos nossos corações, com o qual tanto te amamos.

Por que estou escrevendo isso? Porque devo, devemos isso à você, onde foi muitas vezes injustiçado, com seus problemas pessoais e de saúde, que a meu ver não tem relação alguma com o que você representou em minha vida.

Lembremos também que você sempre colocou seus fãs e seu público em primeiro lugar, por isso também o torna tão inesquecível.

ELVIS, DEUS ABENÇOE VOCÊ. UM DIA NOS ENCONTRAREMOS.

"Aprendi desde cedo em minha vida, que muitas canções jamais serão esquecidas, sem uma canção o dia nunca terminaria, sem uma canção um homem não tem amigos, sem uma canção não há curvas na estrada - o mundo não existiria, sem uma canção....  ...por isso eu continuo cantando uma canção." (palavras de um rei)

Ana Luisa Wambler Fialla - Curitiba/PR

Ian Gillan: "Elvis, o maior de todos os tempos"

Ian Gillan, do DEEP PURPLE, falou há pouco tempo para a revista Classic Rock, em matéria onde personalidades (não necessariamente ligadas à música) escolheram seus "ícones do rock".

A explicação a seguir é de Gillan sobre o motivo de sua escolha por ELVIS PRESLEY para a lista. "Eu me desinteressei por ele depois que lançou o filme 'Blue Hawaii', de 1961, e se mudou para Las Vegas, mas no seu início de carreira, ninguém podia com Elvis."

"Certa vez, Michael Parkinson perguntou à famosa soprana neozelandesa, Kiri Te Kanawa, quem era a maior voz que ela já tinha ouvido, provavelmente esperando que ela respondesse que seria (Luciano) Pavarotti ou Maria Callas, mas ela disse: 'o jovem Elvis Presley, sem nenhuma dúvida."

"A voz de Elvis era única. Assim como tantos outros, ele tinha uma habilidade natural e técnica, mas havia algo no fator humano de sua voz, em sua liberação. Ele foi muito influenciado pelo Southern blues (Blues dos negros que viviam nas regiões sulistas dos EUA, como o Mississipi), e ele contribuiu para provar que se poderia ter essa mistura bizarra de country 'n' western, blues e folk. As gravações eram muito honestas naquela época, e elas se sustentam notoriamente bem."

"Eu era um ávido colecionador da primeira fase do Elvis; para um jovem cantor, ele era uma inspiração absoluta. Eu absorvi o que ele fez feito papel molhado. É a mesma coisa que estar na escola - você aprende o que o professor escreve no quadro. Sua personalidade era também extremamente chamativa. O balançar de seus quadris era considerado sensacional, mas diferente do Little Richard ou do Chuck Berry, suas entrevistas eram mais 'apagadas' (quando se tratava dele mesmo). Ele chegou humilde e era generoso ao elogiar os outros."

"Era inimaginável para mim que Elvis não tivera composto suas próprias canções. Aqueles foram dias muito diferentes, e ele selecionava o que lhe satisfizesse melhor de materiais cedidos por editoras, times ou escritores - todos eram extremamente conscientes do seu (Elvis) estilo."

"Entretanto, ele apareceu em alguns filmes horríveis. Elvis podia também ser um tremendo ator. 'Love Me Tender' (1956) and 'Jailhouse Rock' (1957) eram muito bons, mas 'King Creole' (1958) era o meu favorito. Gradualmente, seu vigor juvenil e seu estilo desinibido começaram a degringolar. Para mim, ele cantou bem pela última vez no filme 'GI Blues' (1960)."

"Junto ao resto do DEEP PURPLE, certa vez eu tive a chance de me encontrar com Elvis. O resto dos caras foram juntos. Mas eu recusei, sabendo que meu herói havia mudando tanto. Porém aquelas primeiras gravações ainda são incríveis, eles podem remixá-las ê transforma-las em hits para a geração adolescente, e Elvis será sempre o Rei. A razão é simples: ele foi o melhor cantor que já existiu."

Rubens Lessa

Canções de Elvis ganham versões em latim

Um cantor e acadêmico finlandês traduziu alguns dos maiores sucessos de Elvis Presley para o latim, a língua oficial do Império Romano.

Jukka Ammondt criou versões como a da canção Can't Help Falling In Love - que, em latim, ganhou o título "Non Adamare Non Possum" -, ou Surrender, que virou "Nunc Aeternitatis".

"A lenda de Elvis Presley vive para sempre e, claro, é muito importante cantar as músicas de Elvis em latim, pois o latim é o idioma eterno", afirmou Ammondt.

A iniciativa do cantor e acadêmico ressalta a predileção da Finlândia, que atualmente ocupa a presidência rotativa da União Européia, pelo idioma clássico.

BBC Brasil

As últimas 24 horas de Elvis Presley

Gostaria muito de saber o que estaria pensando Elvis Presley na véspera de 16 de agosto de 1977. Só sei que, neste dia, ele foi ao dentista, no final da noite, e jogou squash antes de seu último sono em vida. Mas, antes da partida, sentou-se ao piano que fica próximo à quadra e tocou a música "Blue Eyes Crying In The Rain", do disco "From Elvis Presley Boulevard Memphis Tennesse", de 76, para amigos. Foi sua última performance.

Como tinha sérias dificuldades para dormir, Elvis acabava trocando o dia pela noite. Pobre de quem tinha que servi-lo (coitado do dentista) ou, até mesmo, o bajular. Durante os anos 70, o Rei fechava a sala de projeções do Memphian Theater para comandar suas sessões cinematográficas, quando, na maioria das vezes, assistia a filmes de caratê. Vale lembrar que o cantor praticou a arte marcial por 20 anos, chegando a se graduar no oitavo Dan de faixa preta. Mas na noite do 15, Elvis resolveu ficar em casa. Naquele mesmo dia, segundo seu assistente de palco, Charlie Hodge - conhecido por entregar os lenços no palco -, o ídolo estava entusiasmado com seu projeto de abrir uma produtora de filmes, quando se dedicaria a atuar, apenas em papéis dramáticos, e dirigir. O Rei chegou a iniciar seu primeiro documentário, que abordaria o caratê. Equipes de filmagem foram mandadas à Europa para registrar campeonatos mundiais. Alguns takes podem ser conferidos no filme póstumo "Elvis, ídolo imortal" e no documentário "Elvis by the Presley", lançado há poucos anos.

Sua namorada na época, a jovem e bela Ginger Alden, disse que Elvis só conseguiu dormir por volta das 9h da manhã do dia 16. Ela ainda pediu para que ele não abusasse do uso dos calmantes para dormir. A resposta foi algo do tipo "está tudo sob controle". Ginger escutou Elvis acordar. Ela conta que o namorado pegou um livro e foi ao banheiro. Alden ainda fez uma brincadeira: "Não vá dormir no banheiro enquanto lê o livro." E Elvis respondeu: "Pode deixar." Estas foram suas últimas palavras. Presley continuou no banheiro enquanto ela voltava a adormecer.

Assim que abriu os olhos na enorme cama de tecido marrom do quarto do Rei, Ginger Alden chamou por Elvis. Não tendo resposta, ela prontamente se levantou e foi ver o que estava acontecendo, já imaginando que o cantor tivesse pegado no sono. Mas ao abrir a porta, a jovem se deparou com o astro desmaiado. Rapidamente, Ginger chama pelo road manager Joe Esposito, que, ali, fez a primeira tentativa de "trazê-lo" de volta. A ambulância foi chamada. Apesar de os paramédicos terem prestado socorro e das tentativas de reanimá-lo no Hospital Batista de Memphis, acredita-se que Elvis já fora encontrado morto. Às 15h30, horário da cidade, foi anunciado o falecimento de Elvis Aaron Presley. A autópsia revelou óbito por arritmia cardíaca, além de ter sido observado aumento no volume do fígado.

Antes da queda fatal, o que será que passou pela cabeça de Elvis Presley? Ao sentir a forte dor no peito, o Rei talvez tenha se apavorado com a sensação de que aqueles eram os últimos momentos de sua existência. E, infelizmente, de maneira precoce, foram. Aos 42 anos, Elvis morria na tarde de 16 de agosto de 1977. A partir daquele dia, o mito se eternizava. O resto é história...

Poucos sabem que, de certa forma, Elvis já imaginava que não viveria por muito tempo, tanto que no mesmo ano de seu falecimento, já havia preparado um testamento, em que os principais beneficiários foram seu pai, Vernon, e Lisa Marie Presley, sua única filha. No reveillon de 76, Elvis Presley realizou um show de fim de ano em Pittsburgh. Após o concerto, o Rei confidenciou a pessoas próximas, como o cantor de apoio J.D. Sumner, que achava que sua morte estava se aproximando. Como tinha uma forte espiritualidade, o cantor já teria sinais de que sua passagem estava se completando.

Leandro Duarte

terça-feira, 6 de maio de 2008

Me perdoe meu Deus, não posso continuar...

No camarim, antes de seu último show em Las Vegas, Elvis mandou chamar um pastor. Com sua Bíblia na mão, Elvis perguntou ao missionário John L. Hubbard: "É certo que Cristo virá logo?" e começou a chorar. Depois ambos se ajoelharam e Elvis começou a orar fervorosamente exclamando "Me perdoe meu Deus, não posso continuar..."

Anos depois o pastor afirmou que Elvis teve uma premonição de que algo grandioso estava para acontecer.

Este seria o último show de Elvis em Las Vegas, meses depois ele seria encontrado morto em Graceland, no dia 16 de agosto de 1977.

Pablo Aluísio

Elvis era um viciado em drogas?

Antes de mais nada deve-se separar e entender o termo "drugs" em inglês. Esta palavra se refere também a remédios e não só a tóxicos como cocaína, heroína, maconha, etc. Infelizmente muitos jornalistas brasileiros não ficaram atentos a esse detalhe de tradução e simplesmente o traduziam como drogas, o que levou muitas pessoas a pensarem que Elvis utilizava "drogas" em sua vida. Elvis nunca utilizou ou se viciou em drogas como essas. Nunca utilizou qualquer tipo de "entorpecente recreativo", como muitas pessoas pensam. O problema químico de Elvis era outro.

O principal problema de Elvis era com remédios. A primeira vez que ele usou esse tipo de substância foi no exército. Um oficial médico receitou para ele alguns estimulantes, para que ele conseguisse suportar os exercícios táticos no rigoroso inverno alemão. Depois, de volta aos EUA, Elvis começou a tomar pílulas para conseguir dormir. Com o tempo, conforme o organismo de Elvis ia ficando imune a esses remédios, as dosagens foram se tornando maiores. Isso se transformou numa verdadeira roleta russa química, porque os riscos de se aumentar as dosagens eram enormes.

Depois, nos anos 70, Elvis começou a ter sérios problemas de saúde e aí o número de remédios receitados aumentou, ao ponto de Elvis não conseguir mais controlar os coquetéis de "drugs" a que era exposto. Sempre surgia um novo problema e assim Elvis de repente se viu tomando uma grande quantidade de substâncias diferentes a cada dia. Entre os remédios que Elvis tomava estavam Codeína (analgésico para aliviar dores), Quaalude (pílulas para dormir), Demerol (sedativo), Valium (tranqüilizante) e a prova mais nítida de que Elvis estava com câncer ósseo, o uso de vários remédios receitados para o tratamento dessa doença.

Pablo Aluísio

sexta-feira, 2 de maio de 2008

O Mito Sobreviveu ao Tempo!

Ás vezes eu me pergunto como pode um artista ser tão influente no século 20, ser tão lembrado até os dias de hoje mesmo tendo surgido a mais de 50 anos e ter morrido a quase trinta anos? A resposta é muito simples, ele era excelente, um artista e pessoa altamente complexo e de um talento sem precedentes, só assim para sobreviver tanto tempo e tão fortemente na sociedade mundial em diferentes culturas tão constantemente vítimas de mau gosto e manipulações como no caso do Brasil. Nenhum artista sobrevive por tanto tempo se não for ótimo, não existe marketing, não existe beleza exterior, truques de estúdio ou de produtores se o artista não for ótimo, contra isso não existe opinião, é um fato!

O tempo disse que Elvis era o Rei, o mesmo tempo disse que ele era um artista único na história, o tempo disse e vai dizer ainda mais que ele será daqui a algumas décadas um artista clássico. E tudo isso porque ele foi um revolucionário cultural que estava e ainda está à frente do seu e do nosso tempo, e isso é para poucos. Foi um cantor e músico de excelente nível, só quem conhece a fundo sabe do que eu estou falando, foi um ator que quando lhe deram chances ele mostrou um grande talento, só quem assistiu os ótimos filmes dele sabe que é a mais pura verdade, dançava muito bem além de criar coreografias, ele era muito eclético, não ficou preso a década de 50 como outros que até hoje fazem a mesma coisa de 50 anos atrás, graças á Deus ele se inovou e criou outras formas de expressar os seus sentimentos através de sua arte, os outros eram limitados, por isso ele é Rei.

Mostrou mesmo perto da morte com a saúde já muito debilitada o seu enorme talento, como por exemplo nos shows do Especial "Elvis In Concert", onde ele, mesmo estando "perto" da morte, nos brinda com interpretações antológicas, onde ele deixa transparecer seu sentimento através de sua voz e interpretação comoventes, seu suor mostra o quanto ele sofria no momento, mas mesmo assim se superava em demonstrar que apesar de tudo ele tinha que cantar e encantar o público com sua voz única e poderosa, em músicas como "My Way", "Hurt", "How Great Thou Art", "Unchained Melody" entre outras ele demonstra o seu talento em verdadeiras interpretações épicas que ficaram para a história da música popular do século 20, um verdadeiro momento emocionante onde leva ás lágrimas o mais "duro" dos corações.

Esse é Elvis Presley o mito que sobrevive, ele não foi só um cantor, foi um Fenômeno Histórico! Já em relação a aquelas pessoas que preferem a beleza em detrimento do talento, o meu único sentimento é a pena e o desprezo por tanta mediocridade, um fim definitivo aos medíocres e Viva a Arte de Verdade!

(procuro o autor)

A Voz Como Instrumento

Realmente é um prazer ouvir uma bela voz, uma voz com qualidade, que possui um timbre gostoso de se ouvir, com potência e afinação e que atinge notas dificílimas sem desafinar, além é claro da interpretação, essas são as qualidades de um grande cantor ou cantora. E para saber apreciar essa qualidade vocal e saber diferenciar o que é de qualidade ou não, é preciso ter referências, parâmetros. E a única referência qualitativa no que se refere ao canto é o canto lírico, não existe referência melhor do que esta, não adianta insistir. Não estou querendo comparar canto lírico com o popular, já que são tipos totalmente diferentes. Por isso é imprescindível ter a referência clássica para que se ouça o popular e detecte o que é de boa qualidade sem fazer comparações, é só para ter referência. Com isso aquela frase de que "gosto não se discute", não pode ser usada neste assunto em específico, portanto, ouvindo com frequência os cantores clássicos, tanto em músicas clássicas como em canções populares, você ouvirá de forma diferente os intérpretes populares e conseguirá identificar quem é bom ou não.

Dito isso, pouquíssimos cantores populares podem ser considerados grandes intérpretes, entre eles está Elvis Presley, o melhor cantor popular do século 20! Elvis dispunha de um registro vocal impressionante, só quem ouviu as aproximadamente 750 músicas que Elvis cantou em estúdio, só em versões ao vivo, em gravações caseiras ou ensaios sabe do que estou estou falando, ainda mais se imaginarmos que ele nunca teve um ensino teórico e prático daqueles considerados convencionais.

Elvis Presley era originalmente um barítono, com uma extensão de 3 oitavas. Mas em muitas ocasiões em shows ao vivo, atingiu as notas de baixo e tenor. Em várias performances ao vivo ele demonstra com maestria o seu poder vocal impressionante, atingindo em muitas delas o chamado "dó de peito", que se refera a nota música "Sol 3", feito com voz de cabeça (como se fosse um falsete).

Quando ele começou profissionalmente ele estava com 19 anos, portanto o período de transição da adolescência para a fase adulta, a chamada puberdade, onde nessa fase exatamente a voz de Elvis estava em transformação, atingindo assim a sua maturidade nos anos seguintes. Com o uso constante da voz, as pregas vocais vão se tornando mais resistentes, respondendo muito melhor e mais prontamente, permitindo assim ao cantor atingir notas mais agudas e melhorar a qualidade sonora como um todo, fazendo assim de sua voz um verdadeiro instrumento, como era o caso de Elvis Presley.

O grande desafio de quem privilegia a extensão é a afinação, canto extremamente técnico, e Elvis conseguiu em várias oportunidades a conciliação difícil. Uma das notas mais difíceis de se atingir é o dó acima dó central, e Elvis atingiu muitas vezes em shows ao vivo, dito por especialistas.

Portanto, Elvis tinha: Voz poderosa e linda. Timbre de voz muito marcante e belíssimo. Em algumas músicas no período de 68 até 71 sua voz apresenta uma certa asperesa, ronquidão, mas isso ao invés de atrapalhar o ajuda, ele faz dessa possível dificuldade uma característica a mais em qualidade em suas interpretações, principalmente nos estilos Blues e Rock. Em alguns shows dos anos 70 ele apresenta um certo cansaço e isso reflete claramente em sua voz, principalmente a partir de 76. Poder de interpretação fantástico, melancolia, raiva, felicidade, tristeza, indiferença que só ele dava a suas interpretações, esplêndido. Ritmo único, cantava qualquer tipo de música(Rock, Blues, R&B, Country, Gospel, Românticas, Natalinas, Jazz-Rock, Bossa Nova e etc). Ousadia, cantava em tons e ritmos que outros nem ousariam em tentar cantar, produzia notas dificílimas, tanto agudas como graves, espetacular para alguém que não tinha nenhum ensinamento teórico ou prático mais convencional. Compare músicas que ele interpretou com outros intérpretes que cantaram a mesma música com arranjos parecidos, e aí você vai ter noção do que eu estou falando. Elvis Presley foi uma dádiva de Deus.

Isso tudo foi para dizer que ele realmente é o melhor, é só você conhecer toda a sua obra musical, como já foi relatado antes ele cantou por volta de 750 músicas em 23 anos de carreira, e talvez seja divulgado de 1 á 5 por cento de tudo, tremenda manipulação, e essa manipulação também se estende para o cinema e a televisão.

Muitos podem estar perguntando se essa afirmação é um certo exagero de fãs. Pois eu digo uma coisa, não é! É claro que alguns fãs de Elvis são radicais e só tem olhos e ouvidos para Elvis, como acontece com todos os artistas, mas talvez Elvis seja um dos poucos artistas populares que possui fãs de altíssimo nível, que conhecem todos os outros cantores de alto nível tanto no Brasil quanto no exterior e muitos até tem conhecimento de música clássica e outros são professores de canto e música. E são exatamente esses que dizem com conhecimento de causa e sem uma opinião totalmente parcial que Elvis realmente é o melhor cantor popular do século 20 e um dos maiores artistas do século. Porque na verdade eles são primeiramente fãs de boa música e de artistas de verdade, independente de quem seja, e é claro que viraram fãs de Elvis porque ele é ótimo.

Por isso quem conhece boa parte das músicas, principalmente as menos conhecidas, gravadas por Elvis, as versões ao vivo e os ensaios e tem paramêtros claros de cantores de alto nível, sabe que essa afirmação de que ele é o melhor cantor popular do século 20 é a mais pura realidade.

Alguns exemplos nos anos 50 são "I Believe", "Peace In The Valley", "Don't", "My Wish Came True", "Loving You", "Lonesome Cowboy". Nos anos 60 podemos citar "Surrender", "Like a Baby", "El Toro", "Can't Help Falling In Love", "Guadalajara", "Viva Las Vegas", "Santa Lucia", "Somebody Bigger Than You And I", "If I Can Dream", "Charro", "Edge Of Reality". E por fim os maravilhosos anos 70, "Unchained Melody", "Hurt", "How Great Thou Art" (ao vivo nos anos 70), "I'll Never Fall In Love Again", "América The Beautifull", "An American Trilogy", "What Now My Love", "Rags To Riches", "It's Now Or Never" (ao vivo nos anos 70), "My Way" dentre outras centenas.

Por tudo que foi dito aqui, Elvis Presley é o verdadeiro "The Voice".

(procuro o autor)

Rocket 88

O começo dessa história ainda é muito controverso, mas sabemos que em 1951, o saxofonista Jackie Brenston teve seu nome transformado em nota de rodapé quando o líder de sua banda, Ike Turner, resolveu que ele assumiria os vocais na gravação de uma música que ele havia composto há coisa de uns quatro anos: Rocket 88. Para complicar o single lançado era assinado por uma banda que nunca existiu: Jackie Brenston and his Delta Cats.

Se a intenção de Ike era lançar seu saxofonista numa modesta carreira solo ou se aquilo tratava de pagamento de promessa, acho que nunca saberemos, mas o fato é que aquela gravação fez mais do que mudar o rumo da história do Rock n'Roll ela INICIOU o Rock n'Roll.

Composta por Ike em 1948, a música passou por diversos arranjos e mudanças tendo até a letra modificada para enaltecer as maravilhas do Oldsmobile 88, lançado em 1949. Há quem diga que anteriormente a música não passava de uma versão da desconhecida Cadillac Boogie do também desconhecido Jimmy Liggings. Finalmente em 3 (ou 5) de março de 1951 ela foi gravada por Sam Phillips, que com o sucesso de vendas conseguiu capital para montar sua gravadora: a Sun Records.

Devido o sucesso extraordinário da música e sua importância histórica, seu passado começa a ficar nebuloso e a disputa pela autoria é principal razão. Tentar separar os fatos de especulação é difícil, mas vou tentar ligar alguns pontos. O que sabemos é que Jackie Brenston and his Delta Cats não era nada além de uma fachada para a Ike Turner and his Kings Of Rhythm (primeira foto). Sabemos que os arranjos são de Ike, assim como o piano na música (que anos depois foi copiado nota por nota por Little Richard em Good Golly Miss Molly). Sabemos também que após o sucesso da música, e dois anos servindo as forças armadas, Jackie Brenston voltou a integrar a banda de Ike (que o proibiu de cantar novamente a canção). O que se tem de informações além disso são dispersas e duvidosas: Há quem diga que Brenston, que também era um bom pianista, foi o verdadeiro autor e que o 88 se referia as teclas do piano; Sam Phillips lançou o single assinado por Jackie porque queria lançar outro disco assinado por Ike praticamente ao mesmo tempo e isso na época era algo desvantajoso para ele; Brenston escreveu a letra, mas depois confessou ter roubado a maior parte da idéia da versão de Liggings Independente da questão sobre a letra, não há dúvidas que Ike Turner arranjou e gravou a SUA versão original também em 1951: Uma espécie de jump blues com uma backbeat forte na bateria, linha vocal arrojada para a época e o sax por um outro músico de estúdio.

A música ainda trás um dos primeiros exemplos de distorção já gravados (uma espécie de fuzz guitar gerado por um amplificador estourado em turnê). O guitarrista Willie Kizart gostou do que ouvia e resolveu continuar usando o amplificador daquele jeito mesmo. A música alcançou o nº1 das paradas de R&B em junho de 1951 e foi o segundo single mais vendido do ano. No mesmo ano um caipira chamado Bill Halley fez uma versão branca da música antes de estourar com Rock Around The Clock em 1954 e tornar-se, para muitos, o primeiro rock n'roll da história.

A discussão sobre qual foi a primeira gravação de rock da história ainda é disputada por: My Daddy Rocks Me (with One Good Steady Roll) por Trixie Smith (1922), Pine Top s Boogie Woogie por Clarence Pinetop Smith (1928), Tiger Rag pelos Washboard Rhythm Kings (1931), Rock Me por Lucky Millinder Orchestra com Sister Rosetta Tharpe nos vocais e guitarra, The Fat Man por Fats Domino, duas de Louis Jordan e mais uma dezena de outras que são sustentadas por fãs e puristas de todas as espécies com discursos dos mais diversos.

Eu acredito, por exemplo, que poderia ser facilmente enganado pelo original de That s All Right Mama, de Arthur Big Boy Crudup (1946), se não tivesse ouvido tanto blues na minha vida porque ao ouvir a música sou remetidos automaticamente à Elvis Presley (que tornou a canção famosa) e ao Rock n'Roll em um dos seu ícones máximos. É uma linha muito tênue mesmo, mas eu creio que That s All Right Mama esteja mais para folk-blues desses de fundo de quintal do que para Rock n'Roll e que muito provavelmente você duvidaria de mim.

Acabo concordando com Sam Phillips e toda sua autoridade no assunto: Ike Turner. Se tivesse de apontar UM culpado, seria ele. A discussão porém chega à beira do ridículo porque o rock n'roll, independente de Crudup, Turner, Fats Domino ou qualquer outro, IRIA surgir de qualquer maneira e foi brotando aos poucos nas canções de vários bluesmen aqui e ali entre 1948 e 1952. Só posso dizer que nem de longe Bill Halley foi o percussor do gênero e nem o primeiro a atrair a juventude branca americana para o rock. Esse seria novamente Ike com sua simples e enorme contribuição para a música.

(procuro o autor)

Elvis não morreu

Não morre realmente quem continua vivo na memória das pessoas. E no que diz respeito a ser lembrado por milhões, Elvis com certeza é um desses fenômenos que continuam vivos na lembrança dos seus eternos fãs.

Com uma morte extremamente prematura, nos deixou em 16 de agosto de 1977, com apenas  quarenta e dois anos de idade e uma carreira cheia de sucessos. Foi sem dúvida um dos maiores ídolos do rock'n roll e marcou gerações com a sua música. Era considerado o rei branco da música negra pois confundia rock com blues e baladas românticas, além de  interpretar belíssimas músicas religiosas ao som do piano.

Ainda hoje, sua casa em Memphis no Tenesse, recebe a visita de milhões de fãs que vêm de todas as partes do mundo conferir suas homenagens ao cantor. A casa é uma mansão e  foi batizada  pelo seu primeiro dono com o nome de Graceland (terra da graça) em 1939 ao ser construída. Elvis só a comprou em 1957 para seus pais quando tinha apenas 22 anos de idade. A casa  têm dezenas de cômodos, mas os turistas não têm acesso a todos os compartimentos. Só jardim, andar térreo, porão e quintal. O quarto onde o rei do rock dormia é um desses compartimentos proibidos à visitação pública.

A casa, ironicamente, hoje também lhe serve de túmulo, pois de tanto tentarem violar seu jazigo no cemitério, a família resolveu transferir seus restos para o jardim da casa em que viveu. Hoje, estão sepultados nesse jardim, também os restos de sua mãe, do seu pai, de seu irmão gêmeo e de sua avó.

Ao contrário do que muita gente imagina, Elvis nunca foi um viciado em drogas, era sim, hipocondríaco e tomava uma infinidade de remédios controlados, para uma série de problemas de saúde dos quais se sentia acometido. Tais medicamentos eram ministrados por um médico inescrupuloso, que logo após sua morte foi processado pela família.

Gravou centenas de músicas, fez vários filmes e vendeu mihões de discos enquanto estava vivo. Hoje, a fundação que toma conta do patrimônio, triplicou a fortuna deixada pelo cantor e vende muito mais discos  do que quando Elvis era vivo.

Elvis fez todo esse sucesso sem nunca ter saído dos Estados Unidos, pois o seu empresário, o coronel Tom Parker, vivia clandestinamente no país e se aceitasse contratos de shows do cantor para apresentação em outros países, nunca mais conseguiria retornar à terra do tio Sam.

Elvis Presley mantém até hoje a mesma fama de artistas como os Beatles, Roling Stones e Jimmi Hendrix e só não foi mais longe porque morreu precocemente, embora seus discos ainda hoje sejam campeões de vendas em todo o mundo.

Roberto Bezerra

30 Anos sem Elvis e seus Blues!!

Muita gente não sabe, mas o Rock´n Roll surgiu de uma fusão do Rythm´n Blues, música de negros, com o Country, preferido dos brancos. Assim sendo, Elvis foi muito influenciado por inúmeros bluesmen como Big Mama Thornton, Chuck Berry, Bo Diddley, Little Richard, Fats Domino, e outros cujas músicas foram por Elvis gravadas e cujos traços e influências podem ser sentidos em outras criações do genial Elvis.

Memphis, onde hoje está a famosíssima Mansão de Elvis, foi berço e palco das principais misturas entre o Blues acústico do Delta do Mississíppi e outros gêneros musicais como o hillbilly, country, gospel, e outros. Natural que Elvis, ainda pequeno, tivesse sido arrebatado por toda aquela miríade musical, pois viveu ali em Tupelo e Memphis, estando presente naqueles anos 50, uma forte mudança nas relações sócio-raciais onde o branco já dividia o palco com os negros sem constrangimentos e embates segregacionais. Elvis, desde pequeno ouvia as Rádios "races" que tocavam música negra, gospels e spirituals para os jovens brancos. Ia à Beale Street assistir performances de B.B. King, Rufus Thomas e outros. Beale Street era uma rua cheia de clubes e bares freqüentados pela população negra de Memphis, sem qualquer interferência preconceituosa dos brancos. Elvis era um dos poucos brancos aceitos ali. Elvis recebia ali seus primeiros toques e bebia daquela fonte constantemente, seja aprendendo acordes com músicos e talentos locais, seja assistindo shows de nomes já consagrados. Ia a shows como os de Dewey Phillips, que permitia pela primeira vez a quebra de tabus ao misturar na platéia adolescentes brancos e negros. Os jovens brancos iam atrás de novas sonoridades, rompendo com a linha musical tradicionalmente imposta por seus pais.

Foi com Dewey Phillips tocando neste show a música That´s All Right Mama, que Elvis inspirou-se para gravar Blue Moon of Kentucky, e emplacar vários singles, ou aqueles pequenos discos, com 2 músicas onde Elvis gravava Blues no lado A e Country no Lado B. One Night, Reconsider Baby, Christmas Baby, todos blues autênticos com a marca vocal e instrumental de Elvis, que não abandonou o repertório ligado ao Blues, nem quando assinou com a RCA e seus discos explodiram a vender. Com o revival do Blues no início dos anos 60, Elvis emplacava outros grandes singles de Blues, como o fantástico I feel So Bad. Logo logo, Elvis já era considerado por gente como Joe Cocker, a melhor voz do blues de todos os tempos. Gravou muitos singles de blues para a florescente indústria do cinema de Hollywood. O álbum Reconsider Baby, foi sua segunda obra conceitual de peso, após Elvis Country, considerada a primeira.

Muitos o taxavam de "Homem branco que roubou o blues dos negros", mas tal afirmativa injustamente não leva em conta que após Elvis e sua influência no Blues, nunca mais a música seria a mesma. Quebraria aquela rotina de sons comportadinhos de brancos como Perry Como e Frank Sinatra. Na verdade a carreira de Elvis nunca foi bem estudada e nunca  ninguém levou em conta sériamente as influências que a "Voz do Blues", segundo Joe Cocker, sofreu direto da fonte, do próprio velho e bom Blues. E Joe Cocker, a meu ver, a melhor voz da atualidade, fala com muita propriedade e autoridade!

ELVIS VIVE

Ricardo Neves Gonzalez

quinta-feira, 1 de maio de 2008

A voz de Elvis

Elvis dispunha de um registo vocal muito flexível e eclético para quem nunca teve aulas de canto ou mesmo ensino teórico convencional. Elvis, barítono, conseguia atingir 3 oitavas e, por vezes, atingir o registo vocal de tenores e baixos, talvez, devido a esses fatores, muitos conhecedores de sua obra, fãs propriamente, chamam-no de A Voz.

Segundo aqueles que são ávidos de apresentações ao vivo de Elvis, principalmente da década de 70, ele demonstrava com maestria o seu poder vocal, e que até os dias atuais, ainda impressiona aqueles que não conhecem a sua carreira em sua forma mais abrangente. Elvis atingia em muitas de suas performances o chamado "dó de peito", que corresponde a nota musical "Sol 3", feita com voz de cabeça - como se fosse um falsete.

Para surpresa de alguns iniciantes em sua vasta obra, Elvis já dava sinais de grande poder vocal já na década de 50, principalmente em notas graves. A gênese desse futuro fenômeno vocal se deu, na avaliação de alguns, no ano de 1957. Dando prosseguimento a sua evolução como intérprete, Elvis atingiria na década seguinte, uma maturidade vocal bastante elevada, tanto em notas graves e agora também, em notas agudas. Um marco dessa evolução seria o álbum How Great Thou Art, gravado em 1966 e lançado logo em seguida, no início de 1967.

Elvis deu inicio a sua carreira profissional com apenas 19 anos de idade, portanto, o período de transição da adolescência para a fase adulta, a chamada puberdade, onde a voz de Elvis estava em plena transformação, atingido assim a sua maturidade nos anos posteriores.

Com o uso constante da voz, as pregas vocais vão se tornando mais resistentes, respondendo muito melhor e mais prontamente, permitindo assim ao cantor atingir notas mais agudas e melhorar a qualidade sonora como um todo, fazendo assim de sua voz um verdadeiro instrumento, como era o caso de Elvis Presley.

O grande desafio de quem privilegia a extensão é a afinação, canto extremamente técnico, e Elvis conseguiu a conciliação difícil, segundo os especialistas. Uma das notas mais difíceis de se atingir é o "dó acima dó central", e Elvis atingiu muitas vezes em espetáculos ao vivo durante a década de 70, dito por especialistas.

Com um extenso alcance vocal e sua técnica de certa forma operesca, principalmente na década de 70, Elvis Presley se notabilizou por ser um dos mais impressionantes exemplos do que um cantor pode fazer com sua voz, transformando-a em um verdadeiro instrumento, provocando até dúvida em algumas pessoas, com os seus ceticismos, se as performances são mesmo de autoria de Elvis.

Elvis além da Pélvis

No ano em que a morte de Elvis Presley completa 30 anos, fãs e crítica relembram as principais marcas que Elvis teria deixado na música e na cultura do século XX. Mas eu gostaria de lembrar aqui uma faceta do "rei do rock" bem menos conhecida que seus filmes em Acapulco, suas canções românticas ou a proibição de filmar os seus rebolantes quadris no programa de TV de Ed Sullivan no início da carreira. Aliás, os requebros da "pélvis de Elvis" foram um fator nada descartável para sua ascensão meteórica. A voz absolutamente marcante, os cabelos cuidadosamente desalinhados, o repertório quase recatado se comparado à fúria libidinal das canções de Jerry Lee Lewis e Little Richards, quase tudo seguia uma construção publicitária perfeita comandada pelo "Coronel" Tom Parker, como apelidavam o empresário de Elvis.

Os americanos sempre demonstraram afinidade com o gospel gravado por artistas não-religiosos. Por exemplo, nos anos 1950, Tennessee Ernie Ford gravou álbuns que estão entre os dez mais vendidos da década. Mas Elvis revelava também seu gosto pela música gospel. E talvez houvesse nisso mais do que ambição de vender para outro nicho de mercado. Para Don Cusic, autor do livro The Sound of Light: a history of gospel music, Elvis tinha ouvido muita música gospel - na igreja ou em casa com a mãe - e, ao cantar aquelas músicas, ele não cumpria só um dever espiritual, mas também revivia a infância. Talvez, diz Cusic, Elvis estivesse mostrando que era um bom garoto, temia a Deus (à sua maneira) e queria salvação.

Em 1952, quando ainda era um jovem motorista de caminhão, Elvis fez um teste vocal para entrar no quarteto Songfellows e foi reprovado. Mais tarde, Jim Hammil, um dos componentes "acusados" de dispensar Elvis Presley, deu sua versão dos fatos: "Eu não disse que ele não sabia cantar, mas sim que ele não conseguia ouvir a harmonia. Sozinho, ele se saía bem. Mas quando as outras vozes do quarteto entravam, ele se perdia e cantava as outras vozes que ouvia". (Em geral, a formação vocal de um quarteto masculino é de 1º e 2º tenores, barítono e baixo).

Elvis ainda não era famoso quando encontrou o quarteto The Jordanaires no Grand Ole Opry, em 1955. O quarteto havia surgido em 1948 e só conservava um integrante da formação original, o 1º tenor Gordon Stoker. As primeiras gravações de Elvis nos estúdios da RCA têm um vocal de apoio formado, entre outros, por Stoker e Ben e Brock Speer, da Speer Family, famosa família de cantores. Mais tarde, a formação completa dos Jordanaires marcaria o som dos discos de Elvis, que passava a vender 10 milhões de discos e se tornava um ídolo teen e um ícone cultural.

Os primeiros álbuns gospel de Elvis chegariam a partir de 1957, no auge da carreira no rock, quando era inimigo dos pregadores. Primeiro, a gravação de Peace in the Valley, e depois o disco His Hand in Mine. Esse disco tinha os Jordanaires no vocal de apoio e entre as faixas estavam músicas como Swing low, sweet chariot e Mansion over the hilltop (em português, é a conhecida Mansão sobre o monte). A capa desse álbum trazia um Elvis Presley sentado ao piano num sóbrio smoking, de cabelo grande e roupas brilhantes. O figurino e o penteado, porém, não eram uma afronta ao estilo religioso. Pelo menos, não ao estilo de certos cantores e pastores evangélicos da época. James Brown, por exemplo, explicava que seu estilo inconfundível de se movimentar no palco, falar e cantar, era influência de pregadores, digamos, hiperativos.

A voz de Elvis também recebeu grande influência do gospel. Certa vez, o cantor escutava um disco de Jake Hess, um dos grandes nomes da música gospel, quando revelou a Johnny Rivers algo como "agora você sabe de onde vem o meu estilo de cantar".

Em 1967, Elvis convidou os quartetos The Imperials e The Jordanaires e também algumas cantoras para o vocal do seu disco gospel de maior resposta positiva de público e crítica, How Great Thou Art. Além da clássica faixa-título (no Brasil é conhecida como Quão grande és Tu), já famosa na voz de George Beverly Shea, o disco trazia Where could I go but to the Lord, In the garden (No jardim) e Where no one stands alone (Minha mão em Tua mão). Nesse disco, Elvis faz um dueto com Jake Hess na música If the Lord wasn't walking by my side, conhecida música do quarteto The Statesmen, do qual Jake Hess já tinha sido integrante.

He Touched Me é o álbum gospel de 1972 que traz a clássica Amazing grace (Graça excelsa) e a canção-título (Tocou-me), de autoria do casal Bill e Gloria Gaither.

A partir de 1969, o quarteto The Stamps passou a abrir os shows de Elvis. J. D. Sumner, membro do quarteto, conta que após os shows Elvis reunia os cantores para cantar gospel. Freqüentador da casa de Elvis, Sumner também diz que o cantor "só ouvia gospel. Ele não ouvia nem suas próprias gravações".

No funeral de Elvis, em agosto de 77, Jake Hess e dois integrantes do quarteto The Statesmen cantaram Known only to Him, Kate Westmoreland cantou My heavenly Father watches over me, e James Blackwood e The Stamps cantaram How great Thou art. O final trágico do cantor e suas gravações ora religiosas ora seculars podem traduzir que, de algum modo, Elvis Presley não conseguiu conciliar sua vida de sucesso fabuloso com as crenças de sua juventude. Mesmo assim, para Don Cusic, a maior contribuição de Elvis ao gospel foi apresentar esse estilo ao mundo do rock.

Joêzer Mendonça

terça-feira, 29 de abril de 2008

Lansky Brothers e o lado fashion de Elvis

O encantamento de Elvis pelo estilo "fashion" começa muito cedo em sua vida e prossegue até os derradeiros dias. O primeiro pacto com um fashionista foi justamente com o estilista mais ousado de Memphis, Bernard Lansky, dono da loja Lansky Brothers. "As pessoas me diziam que nós estávamos ficando loucos em Beale Street, mergulhando na promoção de alta moda", lembra Lansky. Outras lojas em Beale Street vendiam simplesmente calças de quatro botões para fazendeiros e vestidos de algodão para senhoras. A de n.º 126 (dos irmãos Lansky) vendia roupas "doidas", malas e jóias personalizadas. Lansky sempre foi fascinado pela moda, e começou a angariar clientes entre os entertainers.

Um dia, Lansky viu um garoto magro com "cabelo maluco e olhos que faziam você olhar duas vezes" rondando sua vitrine. Ele não tinha dinheiro, Bernard sabia, mas isso nunca o impediu de ganhar um cliente. "Hey, garoto, por que não entra?", lembra-se de ter dito a Elvis. "Ele olhava tudo, como um garoto numa loja de doces". O comerciante o fez experimentar os ternos, os jeans pretos sem bolsos traseiros, sapatos de couro de jacaré de US$ 65. "Mas, senhor Lansky, eu não tenho dinheiro", disse-lhe Elvis. "Mas eu digo ao senhor: quando ficar rico, vou comprar sua loja". Por alguma razão, Lansky gostou daquele garoto e respondeu: "Só compre meus produtos, não quero que me desaloje daqui". Elvis voltou à loja e gastou US$ 3,95 em uma camisa.

Uma biografia simples de Elvis Presley

1935
Às doze horas do dia 8 de Janeiro, nasce em East Tupelo, Estado do Mississippi, Estados Unidos, Elvis Aron Presley, filho de Vernon Elvis Presley e Gladys Love Smith Presley. Seu irmão gêmeo idêntico, Jesse Garon Presley, não sobrevive.

1936
Um grande tornado atinge a pequena Tupelo e por muito pouco a casa dos Presley não é arrastada. Os tempos são muito difíceis para eles e Elvis vive sua infância nas ruínas da cidade.

1937
Começa a freqüentar a "Igreja da Primeira Assembléia de Deus", onde sua família ora por dias melhores. Ali, ele tem seu primeiro contato com a música "Gospel". Não raro, o pequeno Elvis corria para junto do coro da igreja, fascinado pelo que vê e ouve.

1938
Embora assíduos freqüentadores das reuniões e passeios promovidos pela igreja, os Presley não são fanáticos religiosos. Buscam tão somente o relacionamento, orientação e conforto necessários para enfrentar o dia-a-dia. Elvis mostra-se uma criança simples, cujas normas de educação, baseadas nos conceitos de humildade e respeito, são ditadas por sua mãe.

1940
Início de seus dias escolares e sua mãe o acompanha diariamente até a escola (prática que o acompanharia até seu último dia de "High School") .

1941-1943
Muitas separações marcaram grande parte dos anos de guerra para os Presley. Vernon transfere-se de Tupelo para Memphis, Estado de Tennessee. Diante da proibição de crianças nos condomínios populares que visita, decide separar-se provisoriamente da esposa e do filho. Essa prática não apresenta resultados e Vernon volta para casa.

1944
Este é o período em que Elvis se apresenta com sua primeira namorada, Caroline Ballard, filha de um pastor. O namoro termina com a mudança da família da garota para a cidade de Jackson, Estado do Mississippi.

1945
Elvis canta para sua classe e a professora, impressionada, leva o menino ao diretor da escola. Este por sua vez o inscreve na feira anual Mississippi-Alabama num concurso de talentos, que é transmitido por uma rádio local.
3 de Outubro - Elvis se apresenta na feira cantando "Old Shep" (música que gravaria mais tarde como profissional). Ganha o segundo prêmio (5 dólares e ingressos grátis para todo o parque) e passa a noite divertindo-se com a ex-namorada Caroline no parque.

1946-1947
Neste período, novas mudanças marcam a vida da família Presley. As dívidas constantes faz com que a família não consiga morar muito tempo no mesmo local. É nesse período que Elvis começa a aprender seus primeiros acordes com o tio Vester, o qual costuma aparecer para tocar violão.

1948
Elvis pede uma bicicleta aos pais, que na impossibilidade de comprar tal presente, sugerem um violão. Desde então, passa a ouvir com maior intensidade o rádio e tentar reproduzir o que ouve: música rural (country-western) e o blues negro. Aos poucos desenvolve o seu estilo que mudaria o mundo.
12 de setembro - A família Presley muda-se definitivamente para Memphis. A situação não melhora e Elvis é matriculado na "L.C. Humes High School". No primeiro ano, o garoto tem dificuldades de adaptação.

1949
Com um ano na Humes, Elvis dá vazão a outra de suas paixões, o futebol americano. Sua mãe não gosta dos riscos deste esporte e pede a ele que esqueça o passatempo. Como sempre, concorda com a mãe.
Nessa época Elvis consegue seu primeiro emprego como lanterninha de cinema, mas uma briga com um colega de serviço faz com que seja despedido. Paralelamente, sua mãe é forçada a deixar seu trabalho de enfermeira devido a problemas de saúde.
O pouco dinheiro que Elvis consegue guardar neste período é gasto em roupas um tanto quanto extravagantes para a época, que compra na loja "Lansky" (especializada em roupas de negros, localizada na famosa "Beale Street"). Até os dias de hoje a "Lansky" é considerada um ponto turístico por suas características peculiares e por ser um dos berços do blues.

1950-1952
Elvis parte para um trabalho de período integral, visando ajudar mais a família, que continua com sérios problemas financeiros. Porém o emprego começa a prejudicar seus estudos e Gladys força o filho a demitir-se. Apesar da saúde deficiente, a mãe retoma seu trabalho como enfermeira.

1953
14 de junho - Elvis recebe seu diploma da High School. Enquanto isso, seu pai também apresenta problemas de saúde e inconstância no trabalho. Um período de grande pobreza para a família.
Primavera - Elvis está trabalhando para a "Crown Electic Company" como motorista de um caminhão de entregas e em seu horário de almoço depara-se com um anúncio de uma pequena gravadora local sobre a possibilidade de gravar uma canção num acetato. Decide entrar e é atendido por Marion Keisker, secretária da gravadora "Sun Records" (cuja subsidiária Memphis Recording Service está fazendo a promoção).
Elvis diz que pretende gravar um disco para sua mãe e indagado sobre o seu estilo, diz : " - Não imito ninguém. "
Ele grava duas canções: "My Happiness" e "That's When Your Heartaches Begin" em dez minutos, paga U$ 4 dólares pelo serviço e leva seu disco (acetato). A secretária deixa um bilhete para seu chefe, Sam Phillips, proprietário e produtor da Sun, com o seguinte texto: "- Elvis Presley...bom cantor de baladas. Guarde isto."
Meses depois, Elvis volta para gravar novamente e o próprio produtor o atende. Ele grava mais duas canções.
Sam Phillips viaja para Nashville e volta trazendo uma canção que pretende gravar com um cantor negro. Sem obter sucesso em localizar o intérprete desejado, é lembrado por Marion do "cantor de baladas". Imediatamente após o telefonema de Sam, Elvis chega e inicia a gravação, sem sucesso. Sam Phillips desiste da canção e fica por volta de três horas com Elvis, ouvindo-o.
Decidido a apoiar o garoto, Sam chama Scotty Moore guitarrista, e Bill Black contra-baixista, para apresentá-los ao cantor. O trio passa a ensaiar por um período e volta ao estúdio para um teste. Durante o teste, nada acontece, porém num dos intervalos, o trio despretensiosamente começa a tocar alguns sucessos da época com ritmos e enfoques diferenciados chamando a atenção do produtor.
Era o nascimento de um novo estilo. Elvis, o branco que cantava como um negro, inicia a sua espetacular trajetória para o sucesso.

1954
5 de julho - Primeira sessão de Elvis no estúdio da "Sun" como artista profissional. Ele grava por quatro dias e entre as canções está "That's All Right", que dá título ao seu primeiro disco.
7 de julho - O disc-jockey Dewey Phillips toca "That's All Right" em seu programa de rádio WHBQ de Memphis. É a primeira vez que o cantor é ouvido no rádio. O sucesso dessa primeira execução faz com que Elvis, seja assediado incessantemente pelos fãs. Data de sua primeira entrevista.
19 de julho - A Sun Records lança o primeiro 'single' de Elvis com "That's All Right" (Mama) no lado 1 e "Blue Moon of Kentucky" no lado 2. Surge a primeira polêmica: os DJs de Country Music não querem tocar o cantor afirmando que a sua música é negra e os negros não o querem porque ele é branco. Embora com sucesso, Elvis ainda está pobre e Sam Phillips chama Bob Neal para empresariá-lo.
10 de agosto - A primeira grande aparição pública de Elvis, foi à tarde na grande concha acústica do Overton Park Shell, e nada acontece de especial. À noite, porém, ele volta e canta suas músicas recém-gravadas e o sucesso acontece. Começam as viagens, as manchetes e os shows.

1955
No início do ano, durante uma de suas apresentações, Elvis é visto por Thomas Andrew Parker (Coronel Parker), que dali em diante seria seu empresário.

1956
Cresce o sucesso do cantor com apresentações em diversas cidades e num dos mais famosos programas de rádio da época: o "Louisiana Hayride".
Quando Elvis se apresenta no programa de "Ed Sullivan" a sua popularidade regional passa a ser nacional. Sua apresentação provoca enormes polêmicas e ele é chamado de obsceno, sendo filmado apenas da cintura para cima quando retorna ao programa. É neste período que é chamado para um teste no cinema e filma "Love Me Tender", a primeira de uma grande série de películas.

1957
Paralelo à música, Elvis participa de mais dois filmes, "Loving You" e "Jailhouse Rock". O Rock'n'Roll é uma mania mundial e o cantor é eleito "O rei", título pelo qual até hoje é reconhecido (apesar dele odiar este titulo, afirmando sempre que só Jesus Cristo é o Rei). Compra a mansão de Graceland (onde irá viver pelo resto de sua vida).

1958
Enquanto o cantor realiza aquele considerado o seu melhor filme "King Creole", vem a convocação para o exército. É neste período que desaparece do cenário musical vários outros ídolos da chamada "Era de Ouro do Rock'n'Roll":
Jerry Lee Lewis (condenado pela sociedade por casar-se com a prima de 13 anos);
Chuck Berry (preso, acusado de envolvimento com menores e drogas);
Bill Halley (por não conseguir repetir o estrondoso sucesso de "Rock Around The Clock");
Little Richard (por declarar-se homossexual e envolver-se com religião);
Buddy Holly e Ritchie Valens (mortos num desastre aéreo), entre outros.
Elvis, por sua vez, além de seu afastamento da vida civil e artística, sofre outra perda irreparável cujos efeitos seriam notados pelo resto de sua vida.
Sua mãe Gladys morre em 14 de agosto, devido a diversos problemas orgânicos resultantes "segundo muitos biógrafos", da enorme depressão causada pela repentina mudança dos padrões de sua vida.

1959-1960
Ao contrário do que se imagina, mesmo com sua ausência e com as mudanças que a cultura em geral volta a ter, Elvis permanece com sucesso e discos (gravados antes da partida para a Alemanha), lançados normalmente, numa manobra executada habilmente pelo empresário Coronel Parker. Elvis conhece durante o serviço militar na Alemanha Priscilla Beaulieu.

1960
Elvis retorna à vida civil. Além de novos filmes, que já começam a dever em qualidade, vai ao Havaí e realiza um grande show beneficente para as famílias das vítimas do ataque a "Pearl Harbor". Seu estilo ainda é rebelde, embora com um repertório mesclado com mais baladas.

1961-1968
Continua a maratona do cantor no cinema e não mais se apresenta em público. Apesar de fracos e sem conteúdo, os filmes de Elvis retratam o jovem da época com muitas garotas de biquínis, praia, surf, casos de amor adolescente, carros incrementados e muitos outros ingredientes típicos, além de serem os precursores do que hoje é chamado de "vídeo-clip".

1967
Elvis casa-se numa cerimônia íntima e secreta em Las Vegas, às 4 horas da manhã, com Priscilla Ann Beaulieu, que já morava com ele em Graceland desde seus 16 anos.

1968
Exatos noves meses após o casamento, nasce a filha única do casal, Lisa Marie Presley. Ao final do ano, o cantor retoma as aparições ao vivo num legendário especial de TV para a NBC (que ficou conhecido como The Come Back Special - O Especial da Volta). O programa bate todos os recordes de audiência e torna-se um "divisor de águas" em sua carreira. Daí em diante, retorna definitivamente aos palcos.

1969
O palco do Las Vegas Hilton recoloca "o rei" em seu trono e isto reforça até mesmo seus discos que passam a ser mais elaborados e superiores às trilhas de filmes que vem gravando.

1970
Elvis volta ao cinema em forma de documentário. O roteiro é argumentado sobre um 'making-of' de suas apresentações em Las Vegas, bastidores e ensaios do cantor.

1971-1972
Motivado pelo sucesso em Vegas, o cantor retoma as suas turnês. "Elvis On Tour" é produzido para o cinema e representa o seu último filme. Em 72, se apresenta no Madison Square Garden de New York, lotando-o nos quatro shows, façanha até então não realizada. Seu casamento termina e, como a perda de sua mãe, nunca foi assimilado emocionalmente. O divórcio influencia seu comportamento dentro e fora dos palcos.

1973
Separado de Priscilla, Elvis realiza um opulento espetáculo no Havaí, inaugurando as transmissões de shows via satélite para o mundo. Ele é visto simultaneamente por mais de 1 bilhão de pessoas, numa audiência superior à primeira descida do homem na lua. Prosseguem as turnês.

1974-1977
Show após show, Elvis segue sua rotina que desde 1969 até junho de 1977 totaliza mais de mil apresentações ao vivo (cerca de uma hora e meia cada).
26 de junho de 1977 - Esta é a data de seu último concerto, realizado em Indianapolis. Nesses últimos anos, o cantor já não apresenta uma silhueta esbelta, e sim, a figura de um homem doente, marcado pela dependência de fortíssimos medicamentos, sofrendo entre outros males de glaucoma, problemas de cólon, problemas digestivos e até mesmo um tipo de câncer ósseo diagnosticado somente após sua morte.
Inchado e disforme, mas com a sua voz cada vez mais potente, ele continua a lotar os shows.

16 de Agosto de 1977
Nesse dia, Elvis iria iniciar uma nova turnê e já mantinha plano de se casar em breve com sua namorada Ginger Alden.
Elvis é encontrado morto no banheiro de sua mansão. A notícia de sua morte chega a todos os cantos do mundo como uma verdadeira bomba.
Depois de Mickey Mouse, Elvis é a imagem mais famosa do mundo em reproduções e ninguém aceitava a idéia de sua morte.
Seu funeral é marcado até mesmo por suicídios e após a tentativa de roubo de seu corpo, seu pai decide trazê-lo, e enterrar Elvis, sua mãe e o irmão gêmeo (este último simbolicamente), nos jardins da "mansão Graceland", num local chamado pelo cantor de "Jardim da Meditação".

Elvis, Sing the Blues!

Idólatras de Elvis Presley

Parece que a frase "Elvis não morreu" é muito mais que um simples chavão, pelo menos para os fãs religiosos da "Igreja Presleyteriana". A home page do grupo mostra desde "testemunhos de graças recebidas" de adeptos até os "31 mandamentos" de Elvis. Tal "igreja" foi fundada em 1998, na Austrália, após a líder e fundadora, Anna, ter tido uma "experiência mística" com o rei do rock. E, hoje, conta com algumas "congregações" espalhadas pelos EUA e possui até um "teólogo", o dr. Edwards, responsável pela parte doutrinária.

Entre as muitas práticas esdrúxulas exigidas pelo grupo, destacamos as seguintes:

- Pelo menos uma vez na vida os adeptos deverão peregrinar até Graceland.

- Todos devem possuir em casa os 31 preceitos de Elvis, que incluem receitas de comida.

- Devem incentivar, diariamente, as crianças a elogiar o cantor já falecido.

Mas os disparates não param por aí. Determinado sacramento, uma paródia da santa ceia, é feito com carne moída e pudim de banana. Os hinos, é claro, são alusões ao roqueiro, e tudo isso recheado de muito rock-and-roll.

sexta-feira, 25 de abril de 2008

A generosidade de Elvis

É sobejamente conhecido, entre os fãs, que Elvis gostava de dar presentes e fazer doações. Suas doações foram motivo de homenagem, ainda em vida, com uma grande placa de madeira cheia de plaquinhas, contendo os nomes das instituições para as quais ele fazia doações. Esta placa está no museu de Graceland.

Estas doações deram origem a hospitais, creches que existem até hoje, ainda sustentados pelo dinheiro do artista e dos seus fãs.

Elvis deu de presente mais de duas centenas de carros (chegando a dar 19 cadilacs de uma vez), além de jóias e casas. Consta que ele teria dado de presente mais de um milhão de dólares. Contam que ao comprar um carro viu um casal admirando um outro. Então, comprou o outro para o casal. Por isso que, quando é falado que são os fans que mantiveram e mantém os bens que guardam a memória de Elvis ainda juntos e intactos, muitos confundem com a empresa que administra estes mesmos bens. Tudo existe porque os fãs dão retorno.

A generosidade de Elvis é conhecida e admirada e serve de exemplo para muitos fãs.

Elvis: Família e amigos

Vernon Presley (Pai) Vernon acompanhou toda a carreira de Elvis e participou em documentários e especiais de tv. Ele faz comentários em "Elvis on Tour" de 1972 e no Especial "Elvis in Concert" de 1977. Neste último faz um agradecimento as milhares de flores, cartas que chegaram até Graceland depois da morte de Elvis. Vernon morreu em 1979 e está sepultado em Graceland.

Gladys (Mãe) Gladys acompanhou o início da carreira de seu filho Elvis, mas morreu quando Elvis estava servindo o exército. Apesar de Elvis ter realizado o sonho de dar conforto aos pais, a morte de sua mãe o marcou para sempre. Gladys está sepultada também em Graceland no Meditation Garden.

Priscilla Presley (ex-esposa) Priscilla conheceu Elvis quando ele estava na Alemanha servindo o Exército americano. Elvis estava com 24 anos e ela 14. Filha de um oficial do exército Priscilla seria a escolhida de Elvis, e em 1967 se casaram em Las Vegas. O divórcio aconteceu em 1973, mesmo assim eles tiveram um bom relacionamento separados. Depois da morte de Elvis ela escreveu um livro.

Lisa Marie (Filha) A filha de Elvis, nasceu em 1 de fevereiro de 1968, ano que Elvis realizou sua grande virada artística no NBC SPECIAL. Depois da morte de Elvis, Lisa se viu cercada de olhares e expectativas de vários setores da mídia. O tempo vou passando e o mundo aguardava se Lisa partiria para uma carreira musical ou não. Mas apenas aos 35 anos deu início a carreira musical com o lançamento do álbum chamdo "TO WHOM IT MAY CONCERN".

Joe Esposito Joe Esposito foi seu amigo de Elvis por longos anos. Esposito participou da "Máfia de Memphis, que era um grupo formado por Elvis para participar de sua rotina. Foi Esposito junto com Al Strada que socorreram Elvis no banheiro no dia 16 de agosto de 1977. Clique aqui e leia uma entrevista à Larry King.

Sonny West (ex-guarda costa) Sonny West era um de seus Guarda-Costas de Elvis. Quando Elvis o demitiu, se juntou a Dave Hebler e Red outros ex-seguranças de Elvis e escreveram um livro que segundo eles revelariam um Elvis que os fãs não conheciam. O livro foi lançado em 1977 e isso abalou Elvis, pois no livro fazia citações que Elvis usava drogas.

Ginger Alden (ex-namorada) A última namorada de Elvis. Ginger estava com Elvis no dia 16 de agosto de 77 e foi ela que o encontrou caido no banheiro. Quando conheceu Elvis ela estava com apenas 20 anos. Elvis tinha planos de se casar novamente e Ginger quase se tornou a segunda esposa do Rei.

Linda Thompson (ex-namorada) Linda Thompson conheceu Elvis depois da separação com Priscilla. Foi Bill Browder (RCA) que apresentou Linda a Elvis. Linda tinha sido escolhida a Miss Tennessee e repartia um quarto com outra amiga que participará do concurso Miss USA. Um dia elas estavam no restaurante Fridays e foi lá que conheceram Bill Browder que perguntou depois se elas gostariam de conhecer Elvis Presley. E adivinhem a resposta...

Sam Phillips Uma pessoa muito importante na carreira de Elvis foi Sam Phillips, que era dono gravadora Sun Records. A Sun foi a primeira gravadora de Elvis onde gravou o clássico "That's All Right". Sam Phillips vendeu Elvis para a poderosa RCA que o transformaria no maior vendedor de discos do mundo. Anos mais tarde participou de vários documentários sobre a vida de Elvis. Sam morreu em 2003 aos 80 anos.

Scotty Moore Scotty moore foi o primeiro guitarrista de Elvis ainda nos tempos da Sun. Scotty se tornou uma lenda da guitarra por ser criador de riffs que se tornaram clássicos. A última vez que tocou com Elvis foi no Especial da NBC em 1968. Em 2003 passou por sérios problemas de saúde que foram superados.

Bill Black Primeiro contrabaixista de Elvis nos anos 50. Bill faleceu em 1965.

J.D Sumner J.D. Sumner segundo o Livro Guinness tem o mais baixo vocal do Mundo. Um exemplo de seu talento pode ser notado na música "Why me Lord" do álbum "Recorded Live On Stage In Memphis". J.D. Sumner & The Stamps participaram em Março de 1998 da excursão de Elvis – The Concert. A última apresentação de J.D foi em Fevereiro de 1998. Faleceu em Novembro de 1998, mas os Stamps continuaram as excursões.

Donnie Sumner Donnie Sumner foi membro do "The Stamps Quartet" e do grupo "Voice" e era sobrinho de J.D. Sumner. Lançou alguns álbuns de música religiosa, escreveu um livro contando sua história e continua na ativa! Deu uma ótima entrevista para nosso site que foi publicada em 2004. Para ler a entrevista completa clique aqui.

John Wilkinson Guitarristas de Elvis. Acompanhou Elvis de 1969 a 1977 e esteve presente em documentários como "That's The Way It Is" e "On Tour". Ele concedeu uma estrevista exclusiva a nosso site em 2004, clique aqui para ler. Depois da entrevista enviou uma música em MP3 com ele mesmo cantando "Early mornin' rain".

Al Dvorin Al Dvorin ficou famoso por ser o responsável da famosa frase de despedida dos shows de Elvis. Sua esposa que faleceu em 2004 de cancer.

Eu sou neguinha (ou: O Rock'n'Roll Contra o Preconceito)

Em meados da década de (19)40, um menino loiro de olhos azuis saía do barraco onde morava com seus pais, atravessava a linha de trem que cruza a cidade de East Tupelo, no estado de Mississippi, EUA, e ia ao bairro negro do município para, embevecido, ver e ouvir bluesmen e pregadores batistas.

Em contrapartida, em sua casa, o rádio vivia sintonizado nas estações da "boa e legítima música branca", o country (and western) e o gospel.

Se hoje isso não configura nenhuma proeza, não se esqueçam de que estamos falando da região mais profunda do sul dos Estados Unidos da América. De um país onde, até 1964, os banheiros, as escolas e tudo o mais eram movidos à segregação "racial" (- eu prefiro o termo "étnica", já que raça é só uma: a raça humana). Rosa Parks faria a diferença, num ônibus lotado, escancarando geral.

Lá, no famoso Delta do Mississippi, havia um pessoalzinho que andava de túnicas e capuzes brancos, e cuja maior e orgástica diversão era tocar fogo numa cruz gigante enquanto linchavam uma ou mais pessoas de cor diferente da cor de suas indumentárias.

Poucos anos antes daquelas incursões do rapaz branco pelo "bairro proibido", ali pertinho, no Estado da Geórgia, um outro rapaz, negro e cego, nutria uma paixão brutal pela música rural de seus opressores.

Estas influências viriam a fazer de ambos dois dos maiores artistas musicais de todos os tempos.

Já nos anos 50, o então adolescente loiro chega à Memphis, no vizinho Estado do Tennessee. A cidade de quase 500 mil habitantes, que recebia gente como o escritor William Faulkner (que sempre se hospedava no Peabody Hotel), rivalizava com Nashville pelo título de Meca da música austral estadunidense (e, aqui, não cito a New Orleans pré-Katrina, pois a influência francesa - "creole" - por lá era muito maior).

O outro, o jovem negro, já se havia subido ao norte, rumo aos nichos jazzeiros e do rythm'n'blues de Chicago e redondezas (assim como o grande Satchmo fizera quase trinta anos antes).

Em Memphis, o rapaz loiro, só para manter as origens, passa a freqüentar a Beale Street, no distrito mais visitado pelos artistas negros da cidade, e, quando o dinheiro mirrado permitia, comprar roupas espalhafatosas na loja dos irmãos Lansky. Sem nunca sequer ter ouvido falar em G.R.E.S. Estação Primeira de Mangueira (fundada mais de meio século antes), o moço trajava ultrajantes (para a época) combinações de verde-e-rosa, rosa-e-verde; usava cabelos compridos e cultivava bem-aparadas costeletas - tudo coisa de "nigger", como dizia o pessoal de lá, antes dos tempos da "correção política". O artista negro e cego andava às voltas com as brumas reimosas da heroína e encantava a tudo e a todos.

Por vestir-se e portar-se como um negro, o rapaz loiro teve muitos problemas nas escolas que freqüentou. Mas, o que era um "problema", que o segregava dos seus, veio a tornar-se sua redenção.

Todas aquelas influências acumuladas desaguaram num turbilhão que varreu o pequeno estúdio da Sun Record Company, quando, em 13 de julho de 1954, ao fazer uma jam-session com a canção "That's All Right Mama", o rapaz e os dois músicos que o acompanhavam (os seminais Scotty Moore, guitarrista, e Bill Black, baixo-de-pau) lançaram a pedra fundamental do viria ser denominado pelo disk-jockey local Dewey Philips (nenhum parentesco com o dono da Sun Records, Sam Philips) como "Rock and Roll".

Com o sucesso planetário, além de "corrompedor dos bons costumes", o rapaz foi até chamado de "comunista", pois umas das primeiras coisas que comprou foram um conversível vermelho e um Cadillac rosa - ora vejam!

Não quero me deter em mais do que batidas análises musicais sobre o tema. Penso que o mais relevante de tudo isso que aconteceu (e só aconteceu, claro, porque os EUA saíram vencedores da II G.G.) foi o fato de que (ao menos) uma barreira secular estava sendo rompida pela mais universal das línguas: a música.

A intransigência racial fora contestada. Moças e moços brancos tomavam conhecimento de uma cultura vizinha e proibida. Branco cantando como negro, negro cantando como branco. Uma miscigenação de roupas, culinárias e costumes. Um "tsunami" sociológico imprevisível, cujas boas marolas ainda far-se-iam sentir mais de uma década depois, com o advento da contracultura e do "flower-power".

Consciente ou inconscientemente, nisto não reside a menor importância. A revolução é um processo incontrolável, a luta é que deve ser permanente (- que me perdoem os trotskistas ferrenhos).

É impossível mensurar os anos que as lutas pelos direitos civis ganharam em economia (de grana e vidas inocentes), por conta da ação desses artistas e dessa tão abençoada música; desse fenômeno alcunhado de "Rock´´n'Roll".

É óbvio que falo de Elvis (Aaron) Presley e de Ray(mond) Charles (Robinson). Poderia citar tantos outros, mas estes dois são os dínamos propulsores da grande nave.

Se Elvis, nos anos 50, era a encarnação de uma revolução; nos anos 60, foi cooptado pelo "mainstream". Nos anos 70, pasmem!, ele tornou-se o próprio "mainstream". Mas a lembrança que fica na memória (e não por acaso foi essa a que venceu a eleição do selo postal comemorativo em sua homenagem) é a daquele rapaz com voz, roupas, repertório e trejeitos de negão.

Ray Charles nos deixou há pouco, e com uma imagem artística de maior integridade. Embora eu creia que em termos de desafios, os de Elvis foram algo maiores.

Quando, numa de suas primeiras coletivas de imprensa, perguntado "se achava coreto cantar música de 'preto'", Elvis, com seu notório sorriso de "curled lip" e boas-maneiras sulistas, despachou o babaca às favas:

- Senhor… De onde eu venho não existe nem preto nem branco. Existe quem tem e quem não tem…

Olavo Dáda

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